A influência das aparas na redução dos vinhos

Para começar, gostaria assegurar que um vinho obtido com a utilização de madeira fresca e outro obtido com tosta ligeira vão ser totalmente diferentes. Entendo que primeiro é preciso definir o vinho que queremos elaborar e depois acrescentar uma madeira ou outra em função do estilo de vinho definido anteriormente. Para vinhos em que queremos potenciar a fruta, a doçura e o volume, além de estabilizar a cor, utilizamos em todos os casos madeira fresca. Para aqueles vinhos em que queremos potenciar fruta mais seca, fruta madura, complexidade e volume utilizaremos uma madeira pouco tostada.

A utilização de uma ou outra madeira sobre o efeito na redução é igual, já que nos dois casos vai aumentar o mosto/vinho em elagitaninos e, portanto, melhora o equilíbrio redox do vinho. Como consequência conseguirás um menor risco de redução.

Outra pergunta que poderíamos fazer é: porque se reduzem os vinhos?

As respostas são várias, ficam aqui algumas:

Teor inicial em substância nitrogenada dos mostos: devemos saber que por cada grama de açúcar necessitamos 1 mg/l desta.

Teor de substância nitrogenada do mosto/vinho a densidade 1040: aqui também conhecendo as gramas/litro de açúcar podemos conhecer miligramas/litro de NFA que necessitamos.

Tipo de remontagem: é melhor curta e cada uma de pouco tempo que prolongada e cada uma de muito tempo, o potencial redox é diferente.

Altura, diâmetro e volume do depósito: quanto maiores forem, maior é o risco de redução já que a pressão dentro do depósito é maior. P= h x 100 gr. Acima de 200 gr. aumentamos os riscos.

Teor em IPT e tipo de tanino: menor teor em IPT, menor equilíbrio redox e, portanto, maior risco. O tipo de tanino, quanto mais verde fôr, maior a redução e maior a agressividade.

Oxigénio aportado na fermentação, recomendável entre 5-10 mg/l quando a densidade baixar entre 15-30 pontos.

Não devemos esquecer o doseamento de elagitaninos. A maior dose maior equilíbrio redox e, portanto, menor risco de redução.

Estou seguro de que pode haver mais causas para que um vinho se reduza, no entanto não é fácil recordar todas, e outras as desconheço.

Em definitivo: as causas da redução dos vinhos não têm a sua origem no tipo de aparas que se utilizam mas nas qualidades próprias do mosto ou do vinho.

Os vinhos sempre estiveram em contacto com a madeira, neste caso em barricas, e também os vinhos se reduzem.

Espero ter esclarecido as tuas dúvidas.

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2 Respostas a “A influência das aparas na redução dos vinhos”

  • l'aprenent Says:

    Hola amigos, en primer lugar quiero felicitaros por esta puerta al conocimiento práctico que habeis abierto, veo que poco a poco se va animando y contais cosas interesantes.
    Quiero haceros una consulta sobre el ácido glucónico. Escribo desde Cataluña, y aquí empleamos el contenido en ácido glucónico del mosto como parámetro para evaluar el estado sanitario de las uvas blancas, quisiera emplearlo también para las tintas pero he encontrado uvas con una sanidad excelente y contenidos de glucónico superiores a 1g/l; he oido algo así como que en uvas tintas muy maduras parte del glucónico que tienen procede de la sobremaduración y no es de orígen microbiológico. ¿És eso cierto? y en caso afirmativo, hay alguna proporción entre ambos orígenes que se pueda tomar como base.

  • Super Wine Says:

    Buenas a todos los enobloguers,

    Para contestar a lo que nuestro compañero L´aprenet comenta, en mi modesta opinión, el ácido glucónico solo es producido por las bacterias. Es un marcador de la podredumbre gris.
    Podemos tener uvas muy maduras, con niveles de ácido glucónico debido a estos microorganismos que se colocan en la piel de las uvas.
    Pero es importante saber que en algunos casos, estos microorganismos se colocan en el centro de la piel, algo que se hace muy difícil de verificar.

    Un saludo

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