Nas últimas semanas provei diferentes vinhos brancos e rosés. A impressão foi óptima, vinhos com diferentes estilos aromáticos, uns trabalhados durante a elaboração e outros, no entanto, trabalhados mais uma vez finalizada a fermentação.
É claro que em função do tipo de uva a elaboração deve ser totalmente diferente e portanto, o estilo de vinho também. O êxito de cada vinho reside em saber tirar de cada variedade o máximo potencial.
Mas muitos deles com o tempo perdem intensidade aromática, vão mudando de tonalidade e alguns, inclusivamente, ficam amargos. Por tudo isto não devemos ocupar-nos do vinho unicamente nos três primeiros meses da sua elaboração, durante o ano também devemos seguir um mínimo de regras para garantirmos a sua estabilidade no tempo.
Sobre os vinhos brancos e rosés jovens é importante manter um mínimo de carbónico. Estes valores oscilam entre 600-1000 mg/l. Cuidado, dependerá também do vinho que queremos comercializar.
- A temperatura também joga um papel importante, acima de 12º C a evolução do vinho é mais rápida que a temperaturas inferiores e, portanto, a perda de fruta é muito maior.
- Outro aspecto técnico importante é a chaminé dos depósitos. Na maioria dos casos parte da oxidação de um vinho começa aqui, pelo que é importante a sua inertização. Inertizando bem a superfície com gás carbónico ou com um prato de metabissulfito e ácido ascórbico ou, simplesmente, mantendo uma pequena turbidez no depósito, turbidez essa que consumirá o oxigénio dissolvido protegendo o vinho.
- No caso da bâtonnage em barrica devemos ter muita precaução. Ao finalizar a fermentação alcoólica pode ser interessante manter sempre o vinho turvo com os mesmos NTU em cima que em baixo, mas no momento em que chegue o Inverno e a temperatura seja inferior a 12º C será importante ter cuidado. A essa temperatura o vinho não consume oxigénio e cada vez que abrimos a barrica estamos a acumular um excesso de oxigénio dissolvido, desaparecendo a fruta devido à oxidação dos seus compostos.
- As trasfegas: devemos fazê-las com muita precaução, de que cada vez que fazemos um movimento ao vinho incorporamos 2-3 mg/l de oxigénio dissolvido. Para evitar estes doseamentos desnecessários é importante inertizar o depósito a encher e também a tubagem.
- Realizar movimento laminar com a bomba de trasfega. Se o fluxo for turbulento, descarbonizamos o vinho e, portanto, desprotegemo-lo. Para respeitar um fluxo laminar não devemos mover o líquido mais de 1-1,5m/s. Para calcular o fluxo devemos aplicar a seguinte fórmula: 35,4 x caudal (hl/h)/diâmetro tubagem2. No caso de passarmos desse fluxo devemos diminuir o caudal da bomba ou aumentar o diâmetro da tubagem.
- A posição da bomba, deve estar sempre o mais perto possível do depósito de saída para minimizar a auto-aspiração e manter um mínimo de distância ao depósito a encher para evitar a perda de carbónico. Ver tabela.
- Longitude da tubagem necessária para um caudal e um diâmetro dado para assegurar um tempo de contacto mínimo de 6 segundos.
- No caso de passar o vinho por terras, inertizar o filtro e, principalmente, manter o depósito de aluvionado sempre cheio para evitar a entrada de oxigénio. Se a filtração é amicróbica, antes do engarrafamento purgar as campanas cada certo tempo e se a engarrafadora pára, parar a bomba sem que entre o bypass. Este sistema descarboniza o vinho.



Fevereiro 20th, 2009 at %I:%M %p
Me gustaría saber en la conservación del vino la cantidad de oxígeno que debo tener para que no se me oxide en el tiempo y por otra parte en el caso de tener en exceso como eliminarlo.
Gracias
Fevereiro 27th, 2009 at %I:%M %p
Muy interesante el articulo, me gustaría saber las unidades en las que debe estar el diametro de la cañeria en la ecuacion para calcular el flujo laminar, ademas el tipo de bomba mas adecuado para los trasiegos y si es necesario injectar gas inerte en la cañeria al momento de un trasiego y la dosis.
Gracias
Março 8th, 2009 at %I:%M %p
Estimado Franco
¿Cual es la unidad de medida de la tubería/manguera?
La unidad de medida de la tubería es en milímetros, como ejemplo si tenemos una tubería de 50 mm y trabajamos con un caudal de 10.000 l/h aplicado a la formula quedaría:
35,4 X 100 Hl/h / 502 = 1,42 m/s.
¿Que bombas son adecuadas para los trasiegos?
Para los trasiegos la bomba más adecuada es las monho, peristáltica o la de membrana que funciona con aire (sin corriente eléctrica).
¿Es necesario inyectar gas inerte?
Si no hay oxigeno disuelto en el vino a trasegar o el contenido es inferior a 0,2 mg/l, es suficiente inertizar el depósito a llenar por lo menos 1 metro y también el espacio hueco del que estamos vaciando. A la salida de la bomba es aconsejable inyectar N2 o N2/CO2 (80/20) en el caso de tintos y con CO2 en el caso de blancos y rosados durante los 15 primeros minutos del trasiego y durante los últimos minutos del mismo.
En el caso de que la cantidad de O2 disuelto sea alto, para desoxigenar debemos conocer que un 5% de N2 eliminan 2 mg/l de oxigeno disuelto.
Ejemplo: Si tenemos 2mg/l de O2 disuelto y queremos dejarlo por debajo de 0,2 mg/l. Si el caudal es de 1.500 l/h el 5% en N2 corresponde a 75 L/h de N2. Hay que tener en cuenta que para que la inyección sea adecuada es recomendable hacerlo con una cerámica de 0,2 micras. Para calcular la aportación debemos considerar que a 1 bar de presión aportamos un caudal de 6 l/m.
Confiando haber interpretado bien tus deseos
Atentamente.
Março 8th, 2009 at %I:%M %p
Estimada María
Se entiende que un vino no tiene oxígeno disuelto cuando su contenido es inferior a 0,2 mg/l. Por ello es necesario eliminarlo primero si queremos volver a trasegarlo.
¿Cómo eliminar oxígeno disuelto?
En el caso de que la cantidad de O2 disuelto sea alto, para desoxigenar debemos conocer que un 5% de N2 eliminan 2 mg/l de oxigeno disuelto.
Ejemplo: Si tenemos 2mg/l de O2 disuelto y queremos dejarlo por debajo de 0,2 mg/l. Si el caudal es de 1.500 l/h el 5% en N2 corresponde a 75 L/h de N2. Hay que tener en cuenta que para que la inyección sea adecuada es recomendable hacerlo con una cerámica de 0,2 micras. Para calcular la aportación debemos considerar que a 1 bar de presión aportamos un caudal de 6 l/m.
Atentamente