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Dois artigos chamaram-me a atenção esta semana. O primeiro aparece em “La Semana Vitivinícola” com o título “Viña, productividad y defectos” [.pdf], e é de Manuel Ruiz Hernández.  O artigo fala sobre os resultados de um estudo comparativo na avaliação sensorial de vinhos tendo por base o rendimento de uva por hectare. Rendimentos de 5,5 ton/ha em comparação com rendimentos de 10 ton/ha. O segundo chega através de El Diario Vasco: ¿Qué nos depara el 2010? Trata-se de um artigo acerca das tendências no mundo do vinho.

Crise e vinho, um tema recorrente que pode conduzir a enganos se não separamos o grão da palha. Refiro-me ao facto de que o vinho já vivia a sua própria crise antes de estalar a crise global. Recentemente ouvi o meu irmão Xabier dizer que “a crise é como ir num avião que se está a estilhaçar, e ninguém sabe onde ir nem como resolver a situação”. Se estilhaçará o avião? Uma leitura pessimista destes dois artigos pode fazer-nos pensar que sim. Como podemos salvar um sector no qual o consumo nacional diminui, os preços baixam, a qualidade deve melhorar e a produtividade não pode aumentar?

Ainda que eu esteja de acordo com o que é dito nos dois artigos, quero contar a nossa experiência particular neste campo.

É certo que os estilos de vinhos produzidos com distintas produções não podem ser iguais, mas também é certo que as matérias-primas ao serem diferentes não podem sofrer o mesmo tratamento nos dois casos. Isto é, o método de vinificação deve ser muito diferente. Portanto, ainda que os estilos de vinho não sejam iguais, ambos podem ser muito equilibrados, ter boa aceitação e serem livres de defeitos. Cada um com o seu equilíbrio quanto à gordura, doçura, acidez, estrutura e volume, e cada um com o seu estilo, mas ambos bons.

Para o consumidor é mais agradável um vinho bem equilibrado de alta produtividade, que um desequilibrado de baixa produtividade, sempre e quando for bem elaborado. O post do meu irmão acerca de El Buen Vino proporciona algumas chaves.

Esta semana contar-vos-ei como vejo actualmente esta questão.

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