Os loucos do vinho

Certamente já leram o artigo no EL PAIS SEMANAL Los locos del vino. Se ainda nãoo fizeram, não deixem de o fazer. Pessoalmente, pareceu-me um trabalho admirável naforma e conteúdo e, por isso, antes de mais quero felicitar e agradecer a Jesús Rodríguezo seu trabalho jornalístico.

Devo dizer que conheço todos os entrevistados e partilho praticamente a totalidade da suafilosofia e forma de entender a viticultura. São especialistas e excelentes profissionais, egostaria de destacar alguns aspectos que os levaram a esta posição:

  • conhecem bem a vinha
  • sabem perfeitamente qual é o estilo de vinho que pretendem fazer
  • e, principalmente, sabem muito bem quais são as qualidades que a uva precisa ter para fazer os vinhos que pretendem.

Estou certo que o seu esforço e dedicação, tanto na vinha como na adega, assim como aparte comercial, estão a dar frutos e reconhecimento a nível internacional. No entanto, estes vinhos representam uma percentagem muito pequena da viticultura espanhola. O resto das uvas que podemos encontrar, elaborados em cooperativas de todaa península ibérica (Espanha-Portugal), provavelmente não atingem todas as expectativasque o mercado exige, e este é um dos motivos pelo que o consumo baixa de maneira considerável, principalmente em Espanha: passamos dos xxx L/pessoa a 19 L/pessoa.

O ideal seria poder fazer a grande escala o que estes loucos fazem a pequena escala, e assim poder dar saída a tantos e tantos agricultores e adegas. Isto é possível? É possível produzir a escala industrial vinhos semelhantes aos que são citados no artigo do EL PAÍS SEMANAL?

A resposta é sim, é possível produzir vinho de autor a escala industrial.

Para isso é necessário considerar dois grupos de questões:

  • parametrizar o conhecimento destes “loucos” (não seria melhor dizer sábios?) na vinha e na adega
  • gerir de maneira integral e coerente todas as etapas do processo: vinha, extracção,fermentação, estágio, engarrafamento, etc.

Trata-se de elaborar “sumos de vinho”, isto é, vinhos com muita fruta, com gordura, redondos, harmoniosos, longos e persistentes; vinhos para agradar, vinhos para desfrutar, vinhos que façam os consumidores repetirem o copo.

Esse é o nosso trabalho e devemos fazê-lo bem.

YouTube Preview Image

Etiquetas: , ,

5 Respostas a “Os loucos do vinho”

  • Virginia Adrada Says:

    Creo que hay muuchos vinos y muy buenos vinos, el problema viene de la educacion del consumidor q se ve abrumado por los grandes expertos y que realmente uno cualquiera de la calle no tiene informacion suficiente para poder distinguir entre uno y otro, y luego esta el concepto de que el vino es como algo excepcional, y no como algo que se puede tomar de forma habitual. Porque una cerveza y no copa de vino? La respuesta tal vez sea la solucion: educacion.

  • Iñaki Says:

    Hola Virginia,
    Estoy de acuerdo con tus comentarios, en cualquier orden de la vida, la educación es fundamental. Pero no debemos complicar mucho las cosas, estoy de acuerdo que hay muchos jóvenes que no beben vino, porque creen que no saben, y les da vergüenza expresarse y hacer el ridículo.
    De cualquier manera, es nuestra labor, hacer vinos apetecibles, que agraden, entusiasmen, y hagan pedir esa copa en los bares.

  • Ion Lizaso Says:

    Arratsalde-on:
    El artículo del Pais después de releerlo me parece un canto al mito ,a lo exotérico y que en vez de favorecer la idea de que el vino en España,en muchas bodegas,en estos 20 últimos años a dado un avance en calidad ESPECTACULAR, nos conduce a que solo UN GRUPO de RAROS saben hacer vino ( las botellas que producen los viñedos que aparecen en las fotografias nos bebemos y yo en cuatro cenas).
    - Las plantaciones de los grandes Crus de Burdeos tienen 10000 cepas /Ha pero sobretodo tienen el gran poder económico y mediatico de las grandes fortunas Judias .
    - En Sonoma y Napa ,Chile,Argentina….Los dueños de los viñedos son unos pringaos como Copola , Mondavi , Moeuix,…..
    El vino español quitando algunas bodegas riojanas y catalanas… tiene 20 años de Historia y eso es un enorme handicap en su implantación internacional.
    En cata ciega muchos vinos españoles de 10 -12 € darían que hablar.

    Agur bero bat.

  • El Polifenol Says:

    Estos locos estan bien cuerdos!!!

    Esta muy claro que saben lo que hacen, de donde vienen y a donde van. La pose de “locos” me parece muy marketiniana y les vale para brillar en los medios. Detras, en la trastienda del negocio, existen cientos de enologos anonimos, esforzados, conocedores del viñedo y la bodega, que no buscan los focos y prefieren que brille el vino antes que ellos…
    Propongo un brindis por l@s enolog@s anonim@s, SALUD!!!

  • Iñaki Says:

    Un brindis por todos vosotr@s, y deseados una feliz vendimia.

Deixe um comentário

* não será tornada pública