<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Oenoblog: juntos sabemos mas &#187; Estágio</title>
	<atom:link href="http://www.oenoblog.info/pt/category/crianza/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.oenoblog.info</link>
	<description>enología, viticultura y marketing enológico</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 16:55:17 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.5</generator>
		<item>
		<title>A Escolha da Barrica (I)</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2012/02/la-eleccion-de-la-barrica-i/</link>
		<comments>http://www.oenoblog.info/pt/2012/02/la-eleccion-de-la-barrica-i/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 11:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Xabier Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enologia]]></category>
		<category><![CDATA[Estágio]]></category>
		<category><![CDATA[barrica]]></category>
		<category><![CDATA[oxígeno]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.oenoblog.info/pt/?p=1444</guid>
		<description><![CDATA[<!--:es--> <!--:-->]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/barricas.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1452" title="barricas" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/barricas-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>A escolha da barrica é essencial para construir um grande vinho, e para isso é necessário conhecer os dois principais fenómenos que ocorrem durante o estágio do vinho.</p>
<p><span id="more-1444"></span></p>
<p>A saber:</p>
<ul>
<li>Oxidação das sustâncias      presentes no vinho devido à penetração de oxigénio.</li>
<li>Difusão de diferentes      elagitaninos da barrica nova.</li>
</ul>
<p>Outro dos parâmetros a ter em conta é a perda de vinho na barrica devido às condições de temperatura e humidade da adega, a qual varia entre 1% e 9%. A impregnação da madeira nova é maior durante os primeiros 40 dias após enchimento, o que faz com que a perda de vinho seja maior. Decorrido este tempo, a barrica já está totalmente impregnada e este tipo de perdas passam a ser mínimas. Portanto, a perda de vinho compreende dois fenómenos físicos principalmente:</p>
<ul>
<li>A impregnação      de vinho na estrutura da madeira.</li>
<li>A      evaporação na superfície devido às condições do ambiente.</li>
</ul>
<p>A capacidade oxidativa da barrica corresponde à quantidade de oxigénio que penetra no vinho, dividida pelo volume de vinho. Está demostrado que a semicircunferência superior do perímetro do fundo é a principal zona de evaporação da barrica.</p>
<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/barrica.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1449" title="barrica" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/barrica.jpg" alt="" width="379" height="379" /></a></p>
<p>A perda de vinho que ocorre durante o estágio determina a formação do vazio ou ciclo gasoso, isto é, o espaço superior da barrica. Portanto, a oxidação do vinho a nível da superfície ciclo gasoso/vinho é superior à difusão de oxigénio através da aduela.</p>
<p>Também é importante assinalar que a composição do ciclo gasoso da barrica é diferente em função do tipo de batoque, hermético ou não. No caso de um batoque de cristal, a penetração do oxigénio ocorre preferencialmente pelo batoque, de modo que a composição do ciclo gasoso é idêntica à composição do ar no ambiente. Portanto, os fenómenos de oxidação dependem da superfície de contacto ciclo gasoso/vinho, e este depende, por sua vez, da intensidade do consumo e da periodicidade dos atestos: quanto mais intenso for o consumo e mais espaçados os atestos, maior é a oxidação.</p>
<p>Quando trabalhamos com batoque de silicone, ou seja, batoque hermético, o consumo determina uma depressão no vazio. Moutounet demonstrou que a compensação desta depressão pode ocorrer através de diferentes mecanismos:</p>
<ul>
<li>Desgaseificação      do vinho: perda de CO<sub>2</sub> da fermentação.</li>
<li>Penetração      do ar através da madeira impregnada de vinho: aduelas/peças do fundo e      elementos de união.</li>
<li>Penetração      do ar através da madeira seca na parte que não está embebida com vinho      (parte ciclo gasoso).</li>
<li>Microdeformação      dos fundos.</li>
</ul>
<p>Nestes casos, a composição do ciclo gasoso é diferente do ar no ambiente. O ciclo gasoso empobrece-se em oxigénio já que é consumido pelo vinho e enriquecido em gás carbónico, devido à desgaseificação (Ribéreau-Gayon e Moutounet).</p>
<p>Moutounet também demostrou que a deformação do fundo compensa a depressão, pelo que apenas se forma vazio durante a semana seguinte ao atesto. Os atestos permitem diminuir o volume de vazio, e por conseguinte, a superfície de contacto vinho/ar. Não obstante, abrir a barrica equilibra a pressão e composição química do ar no interior e no exterior, o que favorece a penetração de oxigénio na barrica.</p>
<p>No entanto, existem muitas dúvidas quanto à entrada de oxigénio através da madeira. Existem investigações que asseguram que o oxigénio entra através da madeira seca, mais que pela madeira impregnada de vinho, já que a madeira seca é muito mais permeável que a madeira impregnada de vinho. Portanto, podemos assegurar que a oxidação do vinho ocorre das seguintes formas:</p>
<ul>
<li>Por intercâmbio do vazio/vinho.</li>
<li>Pela superfície da barrica (através      da madeira).</li>
<li>Pelas operações tecnológicas      (atestos, trasfegas).</li>
</ul>
<p>Resumindo, é importante conhecer e considerar todas estas noções na eleição da barrica adequada para o vinho que queremos construir. A zona superior da barrica junto ao batoque não é igual para todos os modelos, pelo que o vazio e a oxidação do vinho são diferentes em cada caso. Além disso, também existem outros parâmetros a considerar, dos quais falaremos num próximo post, como seja a extração de elagitaninos e de componentes aromáticos da madeira &#8211; não liberta o mesmo uma aduela de 22 que uma de 27 ou de 34 mm.</p>
<p>Comparação dos diferentes modelos para 3 cenários de oxidação:</p>
<div id="attachment_1451" class="wp-caption aligncenter" style="width: 485px"><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/tabla-seguin-moreau.jpg"><img class="size-full wp-image-1451" title="tabla seguin moreau" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/tabla-seguin-moreau.jpg" alt="" width="475" height="238" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: Seguin Moreau</p></div>
<p>Nesta tabela podemos verificar que não é tanta a oxidação através das aduelas entre uma barrica e outra (terceira coluna), enquanto a diferença é muito grande através do vazio da barrica.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.oenoblog.info/pt/2012/02/la-eleccion-de-la-barrica-i/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Glutatião, um amigo fiel da fruta</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2011/07/el-glutation-amigo-fiel-de-la-fruta/</link>
		<comments>http://www.oenoblog.info/pt/2011/07/el-glutation-amigo-fiel-de-la-fruta/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 11:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Xabier Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enologia]]></category>
		<category><![CDATA[Estágio]]></category>
		<category><![CDATA[Vindima]]></category>
		<category><![CDATA[fruta]]></category>
		<category><![CDATA[glutatião]]></category>
		<category><![CDATA[glutation]]></category>
		<category><![CDATA[vinho]]></category>
		<category><![CDATA[vino]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.oenoblog.info/pt/?p=1291</guid>
		<description><![CDATA[Os benefícios do glutatião para a saúde humana foram já demonstrados, mas este antioxidante natural tem também virtudes interessantes em Enologia. O glutatião (GSH) é um tripéptido composto por três aminoácidos: o glutamato, a cisteína e a glicina. É um dos antioxidantes naturais próprios da uva e a sua concentração aumenta com a actividade enzimática [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[</p>
<p></em><em><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/images1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1293" title="glutation" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/images1.jpg" alt="" width="192" height="192" /></a>Os benefícios do glutatião para a saúde humana foram já demonstrados, mas este antioxidante natural tem também virtudes interessantes em Enologia. </em></p>
<p><em><span id="more-1291"></span>O glutatião (GSH) é um tripéptido composto por três aminoácidos: o glutamato, a cisteína e a glicina. É um dos antioxidantes naturais próprios da uva e a sua concentração aumenta com a actividade enzimática glutatião-sintetase durante o processo de maturação do bago, além de existir uma correlação positiva entre a concentração do glutatião e o teor em azoto assimilável na uva. Mas não ocorre o mesmo com o cobre, já que adições deste próximo da vindima favorecem a precipitação do glutatião.</p>
<p>O glutatião existe de forma natural no mosto e a sua concentração pode variar, dependendo da casta, dos trabalhos na vinha, assim como da zona de cultivo, de pequenas concentrações até concentrações de 50 mg/l.</p>
<p>A evolução do glutatião durante a elaboração do vinho depende de muitos factores, mas um dos mais importantes é o estado oxido/redução do mosto. Durante o desengace-esmagamento e a prensagem da uva o oxigénio contacta com o mosto activando a actividade enzimática da polifenol oxidase (PPO) ou da lacase, no caso de ser uva afectada por Botrytis. Esta actividade enzimática com baixas doses de sulfuroso e na presença de oxigénio pode oxidar rapidamente os compostos fenólicos presentes no mosto. Um dos principais compostos fenólicos no mosto branco é o ácido cafeico, o qual é rapidamente oxidado pela actividade PPO ou da lacase, formando a quinona correspondente, e causando como consequência o futuro escurecimento do vinho. O glutatião actua sobre estas quinonas evitando a sua oxidação ao criar uma reacção conhecida como Grape Reaction Product (GRP), sempre que o teor inicial do mosto em glutatião for elevado.</p>
<p><em><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/realidad.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1296" title="realidad" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/realidad.jpg" alt="" width="383" height="288" /></a></em></p>
<p>No início da fermentação alcoólica, durante a fase de multiplicação das leveduras, o glutatião desaparece quase por completo e aumenta novamente no final da fermentação. Esta variação deve-se ao facto do glutatião ser assimilado pela levedura no início da fermentação e libertado no fim, sendo a libertação do glutatião tanto maior quanto melhor for a nutrição inicial do mosto e durante a fermentação. O conteúdo em glutatião aumenta também durante o primeiro mês de estágio sobre borras. Os vinhos sobre borras são mais ricos em glutatião que os vinhos conservados sem borras.</p>
<p>Assegurar uma boa nutrição azotada da vinha, limitar a extracção de compostos fenólicos, proteger o mosto da oxidação, esperar uma fermentação alcoólica rápida, evitar o oxigénio dissolvido durante o estágio são factores importantes para aumentar o teor em glutatião.</p>
<p>Por outro lado, antes de engarrafar o vinho, tendo por objectivo preservar ao máximo os seus compostos aromáticos, além de se considerar os parâmetros habituais como a ausência de oxigénio e de fenóis ou o doseamento de sulfuroso, é importante ter um teor de 10 mg/l de glutatião.</p>
<p><em><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/vinificacion.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1297" title="vinificacion" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/vinificacion.jpg" alt="" width="426" height="319" /></a></em></p></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.oenoblog.info/pt/2011/07/el-glutation-amigo-fiel-de-la-fruta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Proteínas e bentonite</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2010/03/proteina-y-bentonita/</link>
		<comments>http://www.oenoblog.info/pt/2010/03/proteina-y-bentonita/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 12:20:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iñaki Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estabilização]]></category>
		<category><![CDATA[Estágio]]></category>
		<category><![CDATA[bentonita]]></category>
		<category><![CDATA[proteínas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.oenoblog.info/pt/?p=687</guid>
		<description><![CDATA[As proteínas do vinho contribuem para a sensação de untuosidade no vinho, para a estabilização da espuma nos espumantes e fixam os aromas. No entanto, também provocam as denominadas quebras proteicas. Nestes últimos meses trabalhamos em vários ensaios com o CMC (Carboximetilcelulose). Uma das condições indispensáveis para o uso do CMC é que os vinhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/bentonita.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-689" title="bentonita" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/bentonita.jpg" alt="bentonita" width="559" height="158" /></a></p>
<p>As proteínas do vinho contribuem para a sensação de untuosidade no vinho, para a estabilização da espuma nos espumantes e fixam os aromas. No entanto, também provocam as denominadas <strong><span style="color: #990066;">quebras proteicas</span></strong>.</p>
<p>Nestes últimos meses trabalhamos em vários ensaios com o CMC (Carboximetilcelulose). Uma das condições indispensáveis para o uso do CMC é que os vinhos estejam previamente bem estabilizados face a quebras proteicas.</p>
<p>Precisamente <span style="color: #990066;"><strong>esta experiência levou-me a escrever e a partilhar alguns comentários</strong></span> que gostaria agora transmitir. Depois de visitar muitas adegas, observamos que não existe um protocolo de controlo de estabilidade proteica estandardizado. Alguns utilizam o teste do calor, outros utilizam o mesmo teste mas com adição de tanino, ou o teste com o ácido fosfomolíbdico.</p>
<p>É evidente que os resultados dos diferentes testes não oferecem garantias absolutas de que o vinho é realmente estável. Em alguns casos por excesso e noutros por defeito. O que temos observado é que em muitos vinhos que se consideravam estáveis em condições normais, após aplicação do CMC surgiu turbidez por falta de estabilização.</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>A maioria das proteínas que encontramos no vinho provém das uvas</strong></span> e são de baixo peso molecular (menos de 70 kDa), ainda que existem algumas entre 11 e 160 kDa, e com um ponto isoeléctrico (pI) entre 3,1 e 9,2.</p>
<p>As fracções proteicas e as quantidades nos vinhos dependem da variedade, do clima na região vitivinícola e dos processos de elaboração.</p>
<p>As proteínas instáveis do vinho são as de baixo peso molecular (12,6-30,0 kDa) e baixo ponto isoeléctrico (4,1-5,8) (Waters e outros, 1991).</p>
<p>As bentonites interactuam principalmente sobre proteínas de pI elevado (&gt;6), que apresentam uma carga positiva mais elevada. É por isto que muitos enólogos optam por utilizar elevadas doses de bentonite para assegurar a estabilidade dos seus vinhos.</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>A estabilidade dos vinhos não depende da dose mas do tipo de bentonite</strong></span>.</p>
<p>A clarificação com bentonite é um processo que afecta a qualidade sensorial do vinho prejudicando seriamente o aroma, já que absorve directamente aromas ou indirectamente, já que as proteínas são fixadoras de aromas.</p>
<p>Em alguns casos podem eliminar até 40% do aroma.</p>
<p><a href="http://www.az3oeno.com/noticias/pdf/42_estudio_bentonitas.pdf" target="_blank">Adjunto ensaio realizado en 2008 com duas bentonitas do mercado (pdf -em espanhol-)<br />
</a></p>
<p>Adjunto ensaio realizado em 2008 com duas bentonites do mercado.</p>
<p>É por este motivo que quero insistir na realização de ensaios em laboratório e no estabelecimento do melhor método de controlo do ensaio. Em qualquer caso, para os vinhos brancos de gama alta deve-se escolher bentonites com capacidade de adsorção elevada, que tenham uma elevada actividade sem serem afectadas pelo pH e pela temperatura e que sejam selectivas principalmente com as proteínas de baixo peso molecular.</p>
<p>É uma pena que com o tratamento tiremos ao vinho o que tanto nos custou obter.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.oenoblog.info/pt/2010/03/proteina-y-bentonita/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mais ou menos madeira? Esta é a questâo</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2010/02/%c2%bfmas-o-menos-madera-esta-es-la-cuestion/</link>
		<comments>http://www.oenoblog.info/pt/2010/02/%c2%bfmas-o-menos-madera-esta-es-la-cuestion/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 10:37:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iñaki Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enologia]]></category>
		<category><![CDATA[Estágio]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[barrica]]></category>
		<category><![CDATA[chips de roble]]></category>
		<category><![CDATA[duela barrica]]></category>
		<category><![CDATA[madera]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.oenoblog.info/pt/?p=626</guid>
		<description><![CDATA[A ideia deste post surgiu-me após ler um comentário do nosso amigo Roberto Arce no post a barrica, um artigo de luxo. É um tema de muito interesse, controvérsia, que cria paixões e de grande actualidade. Estamos totalmente de acordo com os teus comentários, nos quais dizes que não é necessário que um vinho tenha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/masomenos.jpg"><img class="size-full wp-image-638  aligncenter" title="masomenos" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/masomenos.jpg" alt="masomenos" width="256" height="256" /></a></p>
<p>A ideia deste post surgiu-me após ler um <a href="http://www.oenoblog.info/2009/04/la-barrica-un-articulo-de-lujo/#comment-194" target="_blank">comentário do nosso amigo <strong><span style="color: #990066;">Roberto Arce</span></strong></a> no post <a href="http://www.oenoblog.info/2009/04/la-barrica-un-articulo-de-lujo/" target="_blank">a barrica, um artigo de luxo.</a></p>
<p>É um tema de muito interesse, controvérsia, que cria paixões e de grande actualidade.</p>
<p>Estamos totalmente de acordo com os teus comentários, <strong><span style="color: #990066;">nos quais dizes que não é necessário que um vinho tenha madeira para ressaltar a máxima expressão do mesmo.</span></strong></p>
<p>Mas queria fazer umas considerações sobre o assunto: por motivos culturais, um vinho com madeira é considerado como um vinho melhor pelo consumidor ou, pelo menos, está disposto a pagar mais por ele.</p>
<p>Temos muitos clientes que comercializam vinhos sem madeira e que são muito bons, e, sem dúvida nenhuma, não necessitam madeira para o modelo de vinho que pretendem lançar no mercado.</p>
<p>Não podemos avaliar as qualidades do vinho em função da madeira, cada um deles pertence a modelos distintos e, portanto, há que considerá-los tal como são: vinhos distintos.</p>
<p>Esta é uma das questões que mais ouvimos hoje em dia no debate enológico.</p>
<p>Mas não podemos esquecer que os grandes vinhos do mundo são feitos com madeira.</p>
<p>As denominações mais prestigiadas do mundo têm a madeira como complemento e dentro dos processos de vinificação.</p>
<p><strong><span style="color: #990066;">Os vinhos tintos mais comerciais do mundo levam madeira.</span></strong></p>
<p>Creio que no mercado há uma diversidade de gostos pelo vinho muito variada e, ao mesmo tempo, temos uma quantidade importante de estilos de vinho que cobrem a maioria dos gostos dos consumidores.</p>
<p>Mas, apesar de tudo, há uma tendência importante para os vinhos redondos, volumosos, doces (pela madurez), muito intensos aromaticamente, seja pela fruta ou pela madeira.</p>
<p>Encontrar as uvas que podem oferecer todas estas qualidades não é fácil e torna-se mais difícil quando trabalhamos com volumes grandes.</p>
<p>A madeira sempre foi um complemento importante para o vinho e creio que agora mais que nunca.</p>
<p>É certo que alguns mercados locais de consumidores habituais de vinho podem pedir vinhos com equilíbrios mais clássicos ou rústicos, mas o consumidor moderno deseja aquilo que denominamos como vinhos equilibrados.</p>
<p>Não pretendo dizer que sem madeira não podemos conseguir vinhos que o mercado procura, muito pelo contrário, o que desejo transmitir é que muitas das vinhas que há no mundo inteiro necessitam deste complemento para encontrar o equilíbrio desejado.</p>
<p>A madeira pode dar doçura, fruta, estrutura, madurez, gordura, estilo aromático mais ou menos tostado, ou pode dar só boca, sem aromatizar o vinho, em função do grau de tosta e do tempo de contacto.</p>
<p>Actualmente o que o mercado procura é: em alguns casos, vinhos com intensidade em madeira; noutros casos, vinhos sem madeira mas com muita madeira, isto é, vinhos que tenham complexidade aromática mas com a doçura, a gordura, a fruta e a estrutura que dá a madeira. Desta maneira complementam-se e ajustam-se os equilíbrios do vinho desde há muitos séculos.</p>
<p>Todos os comentários sobre o tema serão bem-vindos, cumprimentos a todos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.oenoblog.info/pt/2010/02/%c2%bfmas-o-menos-madera-esta-es-la-cuestion/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O carácter vegetal dos vinhos: post nº 3</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2009/11/el-caracter-vegetal-de-los-vinos-post-n%c2%ba-3/</link>
		<comments>http://www.oenoblog.info/pt/2009/11/el-caracter-vegetal-de-los-vinos-post-n%c2%ba-3/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 09:28:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iñaki Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estágio]]></category>
		<category><![CDATA[carácter herbáceo]]></category>
		<category><![CDATA[chips de roble]]></category>
		<category><![CDATA[clarificantes]]></category>
		<category><![CDATA[taninos]]></category>
		<category><![CDATA[verdor del vino]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.oenoblog.info/pt/?p=480</guid>
		<description><![CDATA[Seguido com os nossos posts anteriores sobre este assunto, e tendo em conta a estação do ano na qual nos encontramos no hemisfério norte (logo depois da FML), quero fazer alguns comentários. Se gerimos aspectos como a estabilidade tartárica dos vinhos, a estabilidade proteica, a matéria corante, etc. também podemos gerir o aspecto herbáceo ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-494" title="pimienta" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/pimienta.jpg" alt="pimienta" width="500" height="333" /></p>
<p>Seguido com os nossos posts anteriores sobre este assunto, e tendo em conta a estação do ano na qual nos encontramos no hemisfério norte (logo depois da FML), quero fazer alguns comentários.</p>
<p>Se gerimos aspectos como a estabilidade tartárica dos vinhos, a estabilidade proteica, a matéria corante, etc. também podemos gerir <span style="color: #990066;"><strong>o aspecto herbáceo ou vegetal dos vinhos.</strong></span></p>
<p>Com os processos de vinificação clássicos de estágio em barrica, nos quais os vinhos podem fazer a FML em barrica e, principalmente, em barrica nova. Também se pode levar à barrica imediatamente terminada a FML quando o verdor dos vinhos não é um problema, uma vez que com a passagem do tempo este desaparece. Mas nem todos os vinhos se introduzem em barricas novas e muitos podem ficar em depósitos.</p>
<p>A transferência de oxigénio que ocorre através da madeira nova eliminará o verdor dos vinhos ao mesmo tempo que dará a complexidade aromática procurada.</p>
<p>Mas não acontece o mesmo quando os vinhos não vão à barrica ou vão a barricas velhas. Ainda que o vinho perca a sua adstringência com o tempo, o estilo tánico não muda e os vinhos continuam sendo verdes.</p>
<p>É certo que há uma parte do mercado à qual agradam os vinhos que denominamos varietais, pela sua tipicidade muito relacionada com o carácter aromático vegetal (pimento verde, pimenta). Por outro lado, outra parte muito considerável não os aprecia da mesma maneira, principalmente <span style="color: #990066;"><strong>quando são verdes em boca</strong></span> (final amargo e um pouco mais adstringentes, com estilo tánico verde).</p>
<p>Como podemos reduzir o carácter vegetal em brancos?</p>
<p>Para a redução do carácter vegetal em brancos em vindima podemos utilizar a técnica da oxigenação controlada de mostos. Trata-se de aplicar doses de oxigénio bem conhecidas ao mosto e verificar o tempo que demora este oxigénio a ser consumido. Posteriormente, ir aplicando doses sucessivas até sabermos a dose máxima de oxigénio que podemos aplicar no mosto.</p>
<p>O<em> Cracking</em>: consiste em realizar no mosto a prática anteriormente mencionada e depois submeter o mosto a temperaturas de 70-75ºC.</p>
<p>Podemos comentar estes assuntos mais adiante, quando estivermos próximos da vindima.</p>
<p>Neste momento, uma vez elaborado o vinho diminui a percepção da fruta e os vinhos resultam fenólicos (algo secantes em boca) e um pouco mais amargos.</p>
<p>Este estilo de vinhos vem de parcelas de elevada produção, de vinhas sujeitas a um elevado stress hídrico ou de parcelas que têm desequilíbrios.</p>
<p>Um vinho branco não deve ultrapassar um nível total de 50-60 mg/l de taninos, entre 4-6 IPT.</p>
<p>Níveis superiores significam uma extracção importante durante a prensagem e têm tendência a uma oxidação muito rápida.</p>
<p><strong><span style="color: #990066;">É aconselhável proteger este tipo de vinhos ao máximo de qualquer contacto com o oxigénio</span><span style="color: #990066;">.</span></strong> Trabalhar o vinho com as borras finas de vinhos maduros pode minimizar o efeito secante, potenciar a fruta e aumentar a sua capacidade de consumo de oxigénio enquanto o vinho se mantêm turvo. Nesta altura, estes vinhos encontram-se muito frescos mas são muito instáveis à oxidação, pelo que insistimos muito sobre o aspecto de protecção face ao oxigénio.</p>
<p>O trabalho com as borras finas de vinhos maduros é uma prática tradicional mas em alguns casos podem ser complicado e, sobretudo, tecnicamente difícil pelos riscos microbiológicos e mão-de-obra que exige.</p>
<p>O uso de derivados de Leveduras é uma alternativa à técnica anteriormente mencionada mas eliminando os riscos de estabilidade microbiológica.</p>
<p>A clarificação com clarificantes proteicos combinada com o uso de PVPP pode ajudar-nos a reduzir um pouco o nível de taninos dos vinhos.</p>
<p>É conveniente realizar ensaios rápidos de clarificação para ver qual deles nos pode ajudar a conseguir o melhor equilíbrio do vinho.</p>
<p>Quando me refiro a ensaios rápidos de clarificação proponho:</p>
<p>Tratar no laboratório os vinhos com as distintas opções de clarificação que temos ou conhecemos, depois de 2 horas centrifugar os vinhos e provar. Trata-se de um ensaio rápido que nos permite em muito pouco tempo escolher a melhor opção.</p>
<p>Como podemos reduzir o carácter vegetal em tintos?</p>
<p>As distintas opções que temos para eliminar ou mascarar o verdor dos vinhos tintos são:</p>
<p>Como mencionamos no início do post, para os tintos elaborados de maneira clássica levados a barrica nova imediatamente terminada a FML não deve haver problema se a gestão durante o estágio for correcta.</p>
<p>Para o resto dos vinhos:</p>
<p><strong><span style="color: #990066;">Micro-oxigenação</span> </strong>entre a FA e a FML e após a FML. Esta é tecnologicamente a gestão mais eficaz. Aproveitar esta técnica durante o tempo que temos antocianas livres no vinho.</p>
<p>Depois desta prática poderíamos levar os vinhos à barrica.</p>
<p><strong><span style="color: #990066;">Aplicação de taninos</span> </strong>proantocianídicos de baixo peso molecular que polimerizam os taninos do vinho eliminando o verdor, ou taninos de elevado peso molecular que o mascaram.</p>
<p>Além disto, vimos que os taninos mais polimerizados jogam um papel importante na estabilização coloidal, reagindo com as proteínas e macro-moléculas do vinho e dando estrutura e redondez.</p>
<p>Ainda que com esta acção não modifiquemos o perfil aromático do vinho, podemos dizer que a boca fica perfeitamente equilibrada.</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>Aparas de roble:</strong></span> os polissacáridos da madeira aportam doçura. Quando sugerimos neste caso aparas de madeira, não os sugerimos como aromatizantes mas propomos madeiras de tosta média-baixa para aportar taninos bem polimerizados de madeira bem seca que mascarem os taninos verdes da uva, e que com uma mínima percepção no nariz mascarem os aromas herbáceos. Hoje em dia os mercados procuram <span style="color: #990066;"><strong>vinhos sem madeira mas com muita madeira</strong></span>. Vinhos com fruta intensa, mas ao mesmo tempo redondos e gulosos em boca.</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>Clarificação:</strong></span> é uma alternativa a considerar depois das anteriores, quando a única forma que nos resta de eliminar o verdor é diminuindo a quantidade de componentes que o marcam.</p>
<p>É importante considerar as distintas opções apresentadas, cada uma delas com as suas peculiaridades, mas todas elas válidas para reduzir ou eliminar o verdor dos vinhos. E em função do tempo, dos meios e do custo combiná-las procurando efeitos sinérgicos adaptados a cada vinho.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.oenoblog.info/pt/2009/11/el-caracter-vegetal-de-los-vinos-post-n%c2%ba-3/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Derivados de levadura em vinhos de barrica</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2009/08/derivados-de-levadura-en-vinos-de-crianza-en-barrica/</link>
		<comments>http://www.oenoblog.info/pt/2009/08/derivados-de-levadura-en-vinos-de-crianza-en-barrica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 15:23:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iñaki Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estágio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.oenoblog.info/pt/?p=263</guid>
		<description><![CDATA[Gostaria de continuar tratando o assunto iniciado pelo Xabier no post &#8221; cuando hay que meter el vino en barricas”. Nesse post no ponto 3, falava sobre o vinho que vai à barrica aos 6 meses depois das fermentações alcoólica e maloláctica. Por qualquer problema logístico, os vinhos podem ir à barrica nestas datas depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-264 aligncenter" title="bodegabarricas" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/bodegabarricas-300x206.jpg" alt="bodegabarricas" width="300" height="206" /></p>
<p style="text-align: justify;">Gostaria de continuar tratando o assunto iniciado pelo Xabier no post <a href="../2009/05/cuando-hay-que-meter-el-vino-en-barricas/?phpMyAdmin=0CswKPnyZNqTwmVwTAHw34yBg80">&#8221; cuando hay que meter el vino en barricas”</a>.</p>
<p>Nesse post no ponto 3, falava sobre o vinho que vai à barrica aos 6 meses <span style="color: #990066;"><strong>depois das fermentações alcoólica e maloláctica</strong></span>.</p>
<p>Por qualquer problema logístico, os vinhos podem ir à barrica nestas datas depois de terem passado todo o Inverno e a Primavera em depósito.</p>
<p>Neste momento, por um lado, os vinhos estão limpos com todas as borras decantadas, mas por outro lado, como comenta Xabier no post “o conteúdo em antocianas livres do vinho é muito baixo, isto é, precipitaram ou estão polimerizadas na sua maioria Portanto, se até agora o oxigénio dado pela barrica ajudava a estabilizar a cor e a estruturar o vinho, <span style="color: #990066;"><strong>nesta altura acontecerá o contrário</strong></span>. Ao não dispor de antocianas livres para a polimerização, este processo ocorrerá entre o tanino do vinho e o tanino da barrica, e como consequência, <span style="color: #990066;"><strong>diminuirá a cor violeta</strong></span>. Assim mesmo, dará secura em boca.”</p>
<p>É bem conhecido pelos enólogos que nos vinhos mantidos em contacto durante um período prolongado com as borras finas, estas conferem ao vinho uma melhor estabilidade aromática e corante, obtendo-se vinhos com mais gordura e redondez em boca. Falando a semana passada com um colega, ele perguntou-me a minha opinião sobre a adição de carcaça de levedura ao vinho neste período para minimizar os riscos de oxidação e a secura no vinho. Actualmente, há numerosos produtos no mercado, derivados de leveduras, nos quais parte da composição é carcaça de levedura, assim <span style="color: #990066;"><strong>como leveduras inertes</strong></span>, extractos de leveduras, etc.</p>
<p>A utilização destas alternativas é muito interessante neste problema.</p>
<p>Por um lado devemos manter o vinho em meio redutor para <span style="color: #990066;"><strong>minimizar os riscos de oxidação e manter a fruta</strong></span>. Por outro lado, o doseamento de oxigénio permite conseguir redondez no vinho e minimizar o impacto adstringente dos taninos.</p>
<p>A utilização de qualquer tipo de produto redutor como o sulfuroso, os derivados de leveduras, os taninos elágicos de carvalho, etc. dá resultados interessantes nesta fase do estágio.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">La utilización de cualquier tipo de producto reductor desde el sulfuroso, los derivados de levaduras, los taninos elágicos de roble etc., resultan interesantes en esta fase de la crianza.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.oenoblog.info/pt/2009/08/derivados-de-levadura-en-vinos-de-crianza-en-barrica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Experiência com o godello e o oxígenio</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2009/06/experiencia-con-un-godello-y-el-oxigeno/</link>
		<comments>http://www.oenoblog.info/pt/2009/06/experiencia-con-un-godello-y-el-oxigeno/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 15:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Otero</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estágio]]></category>
		<category><![CDATA[oxígeno]]></category>
		<category><![CDATA[quitar oxígeno]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.oenoblog.info/pt/?p=214</guid>
		<description><![CDATA[Há poucos dias consegui com êxito eliminar o oxigénio de um vinho branco da variedade Godello, de uma zona da Galiza chamada Valdeorras. Acudi chamado por um dos proprietários da adega para investigar o que se podia estar a passar com o seu vinho branco. Este vinho apresentava no engarrafamento um aroma muito intenso e frutado. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/oxigeno2.jpg" alt="" /></p>
<p>Há poucos dias consegui com êxito eliminar o oxigénio de um vinho branco da variedade Godello, de uma zona da Galiza chamada Valdeorras.</p>
<p>Acudi chamado por um dos proprietários da adega para investigar o que se podia estar a passar com o seu vinho branco. Este vinho apresentava no engarrafamento um aroma muito intenso e frutado. Passados apenas dois meses tinha <span style="color: #990066;"><strong>menos intensidade</strong></span> e após uns meses mais tinha inclusivamente aromas que lembram evolução.</p>
<p>Neste caso era claro para mim: havia um problema de <span style="color: #990066;"><strong>excesso de oxigénio</strong></span> no engarrafamento.</p>
<p>Em primeiro lugar, foi necessário constatar que efectivamente o vinho tinha oxigénio dissolvido. Para isso, a adega contava com um oxímetro de última geração, o Hach Lange HQ30 com infravermelhos.</p>
<p>Usando este oxímetro, a surpresa para a adega foi averiguar que o seu vinho já tinha um conteúdo de 5,5 mg/litro de oxigénio.</p>
<p>Uma quantidade próxima da saturação, quando a recomendação é não engarrafar acima de 1 mg/litro.</p>
<p>Este oxigénio é consumido pelo sulfuroso: aproximadamente 5 mg/l de sulfuroso por cada 1 mg/litro de oxigénio dissolvido.</p>
<p>Isto é: se engarrafava com 30 mg/litro de sulfuroso livre, com o tempo e por efeito do oxigénio, o vinho ficaria com um conteúdo de 5 mg/litro de sulfuroso. Ao não estar protegido, o vinho terá problemas de perda de fruta e evolução.</p>
<p>Então, fazemos duas perguntas:</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>1.- Porque tem tanto oxigénio este vinho?</strong></span></p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>2.- Que podemos fazer para o eliminar?</strong></span></p>
<p>A resposta à primeira pergunta tem-na Manuel, o enólogo da adega, já que tenta trabalhar as borras de fermentação durante uns meses para ganhar mais gordura e doçura, mas o que ganha por um lado perde por outro, adicionando oxigénio dissolvido ao vinho.</p>
<p>Esta incorporação de oxigénio ocorre ao tentar mover as borras com bomba, porque até a melhor bomba (que para mim é uma bomba mono) incorpora em maior ou menor medida um conteúdo em oxigénio que o vinho irá consumindo pouco a pouco, com a lógica diminuição do sulfuroso.</p>
<p>Além disto, há <span style="color: #990066;"><strong>alguns truques</strong></span> que devemos controlar como:</p>
<p>-Ter a mangueira de aspiração o mais curta possível, ou seja, colocar a bomba perto do depósito do qual tiramos o vinho.</p>
<p>A impulsão pode ser toda a que a bomba seja capaz de ter.</p>
<p>-Inertizar o depósito ao qual queremos levar o vinho e também o circuito da bomba e mangueiras. Isto normalmente é feito com carbónico.</p>
<p>Também pode ser feito enchendo todo o circuito com água.</p>
<p>-Acompanhar o vinho com uma dose pequena de nitrogénio, conforme vai passando.</p>
<p>Quanto à segunda pergunta, que podemos fazer para eliminá-lo, o trabalho realizado foi o seguinte:</p>
<p>Fizemos passar todo o volume do depósito para outro depósito com  uma bomba que nos dava um caudal de 10.000 litros/hora.</p>
<p>Contamos com a ajuda de um <span style="color: #990066;"><strong>Cliqueur</strong></span> e com a experiência e a formação que nos deu o grupo <strong><span style="color: #990066;">Vyvelys e Oenodev</span></strong>.</p>
<p>E com um racord especial para conectar a cerâmica do Cliqueur à mangueira e à bomba.</p>
<p>Também necessitamos de uns metros de mangueira, os metros suficientes para manter em contacto o vinho com o nitrogénio seis segundos. Isto dependerá do diâmetro de mangueira e da velocidade da bomba. Neste caso, 9 metros de circuito foi suficiente.</p>
<p>Os cálculos para saber quanto nitrogénio necessitamos incorporar são os seguintes:</p>
<p>Sabemos que para eliminar 2 mg/litro de oxigénio necessitamos de 5% de nitrogénio.</p>
<p>O caudal da bomba é de 10.000 litros/hora, o que é o mesmo que 166,66 litros/minuto.</p>
<p>5% destes 166,66 é 8,33 litros/minuto</p>
<p>O Cliqueur tem um caudal de 16 litros/minuto a 3 bar.</p>
<p>Assim, mantendo o cliqueur a 3 bar eliminamos cerca de 4 mg/litro de oxigénio.</p>
<p>O trabalho foi um êxito, pois com uma única trasfega, jogando com a pressão do manómetro do cliqueur e comprovando com o oxímetro no depósito que se estava a encher, numa hora conseguimos eliminar 5 mg/litro de oxigénio. Mesmo assim, conseguimos ficar num nível entre 0,4 e 0,5 mg/litro.</p>
<p>Tanto o proprietário, o enólogo, como eu mesmo ficamos com uma impressão muito agradável deste trabalho, e o Godello poderá passar um longo tempo em garrafa, melhorando dia-a-dia e com uma boa protecção.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.oenoblog.info/pt/2009/06/experiencia-con-un-godello-y-el-oxigeno/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quando devemos levar o vinho à barrica</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2009/05/cuando-hay-que-meter-el-vino-en-barricas/</link>
		<comments>http://www.oenoblog.info/pt/2009/05/cuando-hay-que-meter-el-vino-en-barricas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 May 2009 15:09:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Xabier Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estágio]]></category>
		<category><![CDATA[batonage]]></category>
		<category><![CDATA[vino barrica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.oenoblog.info/pt/?p=208</guid>
		<description><![CDATA[CONTINUAÇAO DO POST: &#8220;COMO CONDUZIR O ESTÁGIO&#8221; Actualmente cada um leva o vinho às barricas quando quer ou quando pode, o triste é que independentemente do momento escolhido, todos querem conseguir o mesmo resultado: tostado, equilíbrio vinho/madeira, doçura, gordura e harmonia ou redondez. Os resultados não podem nunca ser iguais se levamos o vinho à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><p style="text-align: center;"><a title="llenado-barrica por AZ3Oeno, en Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/25480064@N02/3566223854/"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3360/3566223854_27f38e06e8_o.jpg" alt="llenado-barrica" width="350" height="234" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;">
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">CONTINUAÇAO DO POST: &#8220;COMO CONDUZIR O ESTÁGIO&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p>Actualmente cada um leva o vinho às barricas quando quer ou quando pode, o triste é que independentemente do momento escolhido, todos querem conseguir o mesmo resultado: <span style="color: #990066;"><strong>tostado, equilíbrio vinho/madeira, doçura, gordura e harmonia ou redondez</strong></span>. Os resultados não podem nunca ser iguais se levamos o vinho à barrica entre a fermentação alcoólica e a maloláctica, terminada a maloláctica ou 6 meses mais tarde.</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>1.    Entre a alcoólica e a maloláctica.</strong></span></p>
<p>O acto de se levar cedo o vinho às barricas produz uma melhoria aromática. Os diferentes compostos enxofrados durante a fermentação maloláctica em barrica como o furfuril-tiol, composto responsável pelo aroma a café. Além disso, e devido às condições do vinho nesse momento, pH baixo (ainda sem fazer a maloláctica) e as antocianas na sua maioria na forma livre, estas vão-se polimerizando pouco a pouco com a ajuda do oxigénio formando uma ponte etil. <span style="color: #990066;"><strong>Deste modo estabiliza-se a cor do vinho</strong></span> e, portanto, diminui a queda uma vez finalizada a fermentação maloláctica. Também há que mencionar que esta mudança molecular torna o vinho muito mais gorduroso em boca. Além disso, se a barrica é nova, a <span style="color: #990066;"><strong>libertação de elagitaninos</strong></span> favorece a estruturação do vinho. Neste período é aconselhável atestar periodicamente (2-3 vezes por semana) as barricas a fim de ter a menor perda de fruta possível. No caso contrário, se o vazio na barrica é grande, acumularemos oxigénio dissolvido em excesso e aumentaremos a perda de fruta.</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>2.    Recém terminada a fermentação maloláctica</strong></span></p>
<p>Levando o vinho às barricas neste momento, e apesar de se ter perdido parte da cor após maloláctica, ainda existem antocianas livres. Isto faz com que os pequenos fornecimentos de oxigénio da barrica (entre 0,5-1 ml/l/mês) permitam a polimerização antociana/tanino e a eliminação do verdor. No caso de o vinho estar numa <span style="color: #990066;"><strong>barrica nova</strong></span> também ganharemos em doçura. Mas para que estas reacções sejam possíveis, é necessário que o conteúdo em CO<sub>2</sub> do vinho seja o mais baixo possível.</p>
<p>Também neste caso é necessário atestar periodicamente as barricas pelo menos nos primeiros meses de estágio devido às perdas existentes. Estes atestos pontuais dão pequenas quantidades de oxigénio, aumentando a estrutura.</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>3.    Aos 6 meses terminada a maloláctica (Maio-Junho)</strong></span></p>
<p>Nestas datas e ao contrário do que ocorre nos casos anteriores, o conteúdo em antocianas livres do vinho é muito baixo, isto é, precipitaram ou estão polimerizadas na sua maioria. Portanto, se até agora o oxigénio fornecido pela barrica ajudava a estabilizar a cor e a estruturar o vinho, nesta altura acontecerá o contrário. Ao não dispor de antocianas livres para a polimerização, este processo ocorrerá entre o tanino do vinho e o tanino da barrica e, como consequência, diminuirá a cor violeta. Assim mesmo, dará secura em boca. Isto geralmente ocorre em muitos vinhos que provamos, ou por irem tarde de mais a estágio ou por um período excessivo do vinho em barrica. Devemos recordar que este tipo de tanino nunca se arredonda em garrafa.</p>
<p>Seja qual for o estágio a realizar, há que controlar o vinho. Se este vai às barricas antes da maloláctica, é necessário controlar periodicamente o desenvolvimento de diferentes microorganismos como a <span style="color: #990066;"><strong><em>Brettanomyces</em></strong></span>, pois o vinho neste momento tem falta de sulfuroso. Outro aspecto importante é fazer a gestão correcta da <span style="color: #990066;"><strong>bâtonnage</strong></span>, primeiro será importante estruturar o vinho e depois fazer a bâtonnage. Acabado este trabalho, trasfegar e sulfitar.</p>
<p>No caso de levar às barricas depois da maloláctica, é importante controlar bem os níveis de SO<sub>2</sub>, de CO<sub>2</sub> e de turbidez. Também devemos controlar a temperatura do armazém, bem como a humidade.</p>
<p>Post seguinte:</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>3. Que tipo de barrica usar para cada vinho?</strong></span></p>
<p>4. Atestar quando e como?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.oenoblog.info/pt/2009/05/cuando-hay-que-meter-el-vino-en-barricas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O estilo tánico do vinho</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2009/05/el-estilo-tanico-del-vino/</link>
		<comments>http://www.oenoblog.info/pt/2009/05/el-estilo-tanico-del-vino/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 May 2009 14:35:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iñaki Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estágio]]></category>
		<category><![CDATA[dosis taninos]]></category>
		<category><![CDATA[estilo tánico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.oenoblog.info/pt/?p=206</guid>
		<description><![CDATA[Há alguns meses dizíamos no nosso post &#8220;Que finalidade tem a prova de vinhos&#8221; o seguinte: Em função de objectivos bem definidos, devemos estabelecer descritores concretos e devemos estar perfeitamente treinados na quantificação de cada um deles. Só desta maneira podemos quantificar, qualificar, arquivar, traçar a vida, a evolução ou a comparação dos vinhos. Neste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns meses dizíamos no nosso post &#8220;Que finalidade tem a prova de vinhos&#8221; o seguinte:</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>Em função de objectivos bem definidos, devemos estabelecer descritores concretos e devemos estar perfeitamente treinados na quantificação de cada um deles. Só desta maneira podemos quantificar, qualificar, arquivar, traçar a vida, a evolução ou a comparação dos vinhos.</strong></span></p>
<p>Neste post quero mencionar a definição de estilo tánico do vinho através da prova.</p>
<p>As diferentes práticas de vinificação (nível de extracção), os distintos graus de maturação fenólica da uva, a relação antociana-tanino, tudo isto condicionará o estilo tánico e a estrutura do vinho.</p>
<p>Hoje em dia, quando provamos juntos, todos temos a percepção da adstringência ou da secura do tanino, mas não definimos da mesma maneira essa percepção.</p>
<p>Uns descrevem o vinho como duro, outros como verde, outros como seco, outros como adstringente&#8230;</p>
<p>Todos sentimos algo, mas não o descrevemos da mesma maneira, não falamos a mesma linguagem.</p>
<p>É bem sabido que a percepção de um tanino é adstringente, mas a reactividade de cada um deles, assim como o conjunto do resto dos componentes do vinho, tornam as nossas sensações diferentes em cada caso.</p>
<p>Realmente considero que a <span style="color: #990066;"><strong>percepção do estilo tánico dos vinhos</strong></span> é uma das provas mais interessantes no momento de interpretar a evolução do vinho no tempo.</p>
<p>Através desta prova podemos determinar o vinho para levar a barricas, o tempo óptimo de estágio, o prazo de vida que pode ter, os equilíbrios que pode alcançar.</p>
<p>Um estágio correctamente conduzido deve levar a uma qualidade tánica melhor, a qual se traduz pelo desaparecimento do carácter geralmente chamado duro e vegetal. Este estágio deve evitar os fenómenos de secura e oxidação observados sobre os vinhos que evoluem demasiado rápido.</p>
<p>Não existe método nem meio analítico que possa dar uma interpretação tão precisa como esta prova.</p>
<p>Sugiro um treino quanto a estes descritores:</p>
<p>Taninos verdes, duros e secos. Até há pouco falávamos também de taninos redondos, mas hoje em dia atrevemo-nos a dizer que estes não existem. O que produz redondez é o aumento da gordura ou a diminuição na reactividade dos taninos, e então falamos mais de harmonia que de redondez.</p>
<p>O ideal seria dispor de vinhos com as qualidades requeridas e realizar uma prova dirigida por um especialista mas o que propomos é a utilização de taninos comerciais de distintos graus de polimerização que definem mais ou menos esta sequência no vinho.</p>
<p>Os taninos que melhor conhecemos do grupo Oenofrance são:</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>Tanino verde:</strong></span></p>
<p>Um tanino de grainha de uva <span style="color: #990066;"><strong>muito reactivo</strong></span> pelo seu débil grau de polimerização. <span style="color: #990066;"><strong>Inicia</strong></span> a <span style="color: #990066;"><strong>polimerização</strong></span> dos <span style="color: #990066;"><strong>taninos</strong></span> quando são <span style="color: #990066;"><strong>muito adstringentes</strong></span> e amargos, e a <span style="color: #990066;"><strong>condensação tanino-antociana</strong></span>, participando desta forma na estabilização da cor. Nos vinhos jovens com taninos verdes reage rapidamente polindo a estrutura do vinho. Utiliza-se em fase líquida, na desencuba ou no início de estágio em doses relativamente baixas. <span style="color: #990066;"><strong>Oenotannin Perfect</strong></span>.</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>Tanino duro</strong></span>:</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>Tanino elágico</strong></span>, diferencia-se em relação a outros taninos exógenos por dar estrutura ao vinho sem incrementar o verdor. Em vindima os resultados óptimos são obtidos com fornecimentos fraccionados, no início da fermentação e na desencuba. Nos vinhos, aplicado antes do clarificante orgânico, melhora a floculação e evita o empobrecimento dos vinhos. <span style="color: #990066;"><strong>Oenotannin MIXTE MG</strong></span>.</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>Tanino seco</strong></span>:</p>
<p>Escolher um vinho ligeiramente evoluído ou algum vinho recém entrado em barrica e em período de extracção da madeira, ou adicionar alguma apara de madeira.</p>
<p>Estes taninos podem ser adicionados numa dose de 10-20 g/hl num vinho novo do ano, e 72h depois proceder à prova.</p>
<p>É importante ter em conta que as doses que recomendamos aqui são unicamente para realizar uma prova didáctica sobre os distintos estilos tánicos do vinho.</p>
<p>A dose de tratamento para vinhos pode ser maior ou menor em função do objectivo pretendido.</p>
<p>É importante escolher um vinho do ano e, se possível, recém terminada a fermentação.</p>
<p>Os efeitos que podemos conseguir com os distintos taninos em momentos diferentes darão resultados totalmente opostos.</p>
<p>Boa prova.</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.oenoblog.info/pt/2009/05/el-estilo-tanico-del-vino/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A barrica, um artigo de luxo</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2009/04/la-barrica-un-articulo-de-lujo/</link>
		<comments>http://www.oenoblog.info/pt/2009/04/la-barrica-un-articulo-de-lujo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 15:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iñaki Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estágio]]></category>
		<category><![CDATA[análisis sensorial]]></category>
		<category><![CDATA[catas]]></category>
		<category><![CDATA[ficha cata]]></category>
		<category><![CDATA[Syriel]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.oenoblog.info/pt/?p=204</guid>
		<description><![CDATA[Podemos pensar que as barricas, e sobretudo as barricas de carvalho francês com o preço que têm, são um artigo de luxo. E ainda mais tendo em conta que a vida útil é de 3 anos no máximo. Para os grandes vinhos só têm um único uso. O preço médio de compra de uma barrica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Podemos pensar que as barricas, e sobretudo as barricas de carvalho francês com o preço que têm, são um artigo de luxo. E ainda mais tendo em conta que a vida útil é de 3 anos no máximo. Para os grandes vinhos só têm um único uso.</p>
<p>O preço médio de compra de uma barrica de 225 litros é de 650 €.</p>
<p>O valor de venda da mesma barrica um ano mais tarde é muito inferior, cerca de 130 €.</p>
<p>Se ainda considerarmos as perdas do vinho, a mão-de-obra, o tempo de imobilizado, etc. os vinhos assim elaborados serão vinhos de luxo.</p>
<p>Quero comentar <span style="color: #990066;"><strong>os resultados de umas provas realizadas o ano passado</strong></span> por toda a Espanha com mais de 100 enólogos.</p>
<p>Desde há oito anos que convidamos enólogos espanhóis a provar vinhos juntamente com especialistas na prova, tais como Maurice Chassin do Institut de la Dégustation de Tours. Os vinhos e as amostras preparadas em colaboração com Stéphane Yerle, assessor em enologia e viticultura, ilustram cada ano um tema diferente. Organizamos sessões de prova de diferentes zonas vitivinícolas: Catalunya, La Rioja, Navarra e Aragón, Castilla e León, Levante. O objectivo é estabelecer um idioma técnico e sensorial comum aos enólogos que participam, mais de 100 no total.</p>
<p>Como comentava, no ano passado provamos vinhos comerciais anónimos com um ponto em comum: o estágio em barrica. Os objectivos eram vários:</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>-Definir a influência da madeira</strong></span> no perfil sensorial do vinho;</p>
<p><span style="color: #990066;"><strong>-Definir o estilo do vinho estagiad</strong></span>o em barrica em função da zona e da variedade.</p>
<p>Metodologia  utilizada</p>
<p>A metodologia utilizada para descrever os vinhos e pontuar as intensidades de percepção descritor por descritor foi o exame sensorial.</p>
<p>Estabelecemos uma <a href="http://www.az3oeno.com/noticias/pdf/35_cata_vinos_crianza.pdf">ficha de prova que anexo</a> ficha de prova que anexo, e utilizamos como ferramenta a <a href="http://www.az3oeno.com/catalogo/fichas/725es_siryeldepliantsp.pdf">caneta Siryel</a>.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-205 aligncenter" title="siryel-4" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/2009/04/siryel-4-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></p>
<p>Siryel é uma ferramenta que recolhe e desenvolve a informação da prova. Intervém em 3 fases:</p>
<p>-       anotação numérica;</p>
<p>-       armazenamento de dados;</p>
<p>-       tratamento e visualização dos resultados.</p>
<p>Vinhos provados pelos painéis.</p>
<p>Foram provados dois tipos de amostras em cada sessão, vinhos comuns a todas as zonas e vinhos autóctones trazidos pelos enólogos, uns 50 vinhos no total. Os vinhos comuns foram seleccionados para ilustrar a diversidade dos <span style="color: #990066;"><strong>perfis de vinhos</strong></span> espanhóis e as madeiras utilizadas. Os vinhos tintos comuns vêm de todas as zonas de Espanha, Rioja (RIO), Castilla e León (RIB), Levante (ALI), Navarra (NAV) e Cataluña (PEN), o mais importante é que estes vinhos representem todos os estilos de fruta, maturação, madeira e equilíbrio em boca.</p>
<p>Nesta selecção de vinhos engarrafados, observaram-se vinhos com madeira muito presente assim como vinhos com madeira muito discreta mas sempre presente. A gama aromática das distintas madeiras variava muito, sobretudo ao nível da tosta, do fumado e da lactona. Provados pelos 5 painéis, estes vinhos aparecem claramente distintos quanto ao tipo de madeira e sua intensidade mas também quanto ao volume em boca, doçura e persistência aromática intensa.</p>
<p>As conclusões:</p>
<p>-A zona de <span style="color: #990066;"><strong>origem do vinho</strong></span> influencia mais o estilo do vinho que a madeira utilizada.</p>
<p>-Não existe um estilo próprio de madeira que identifique uma zona vitivinícola.</p>
<p>-A dispersão nos <span style="color: #990066;"><strong>estilos da madeira</strong></span> ocorre tanto entre vinhos de uma mesma zona como entre vinhos de distintas zonas.</p>
<p>-Não existe uma <span style="color: #990066;"><strong>percepção diferente</strong></span> da madeira para os enólogos de distintas zonas. Todos os enólogos descrevem as madeiras da mesma forma.</p>
<p>-O que podemos constatar perfeitamente é que as diferenças de estilos de vinhos existentes não são sobretudo devidas aos distintos estilos de madeira mas à complexidade do vinho quanto à maturação da fruta, volume, intensidade&#8230;</p>
<p>-Portanto, podemos concluir que a diversidade dos vinhos que podemos encontrar em Espanha é <span style="color: #990066;"><strong>definida pela região e pela variedade, e não pela madeira</strong></span>.</p>
<p>O que devemos exigir de uma boa barrica é que respeite a integridade dos vinhos, aportando complexidade no tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.oenoblog.info/pt/2009/04/la-barrica-un-articulo-de-lujo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

