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	<title>Oenoblog: juntos sabemos mas &#187; Enologia</title>
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	<description>enología, viticultura y marketing enológico</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 16:55:17 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A Escolha da Barrica (I)</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2012/02/la-eleccion-de-la-barrica-i/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 11:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Xabier Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enologia]]></category>
		<category><![CDATA[Estágio]]></category>
		<category><![CDATA[barrica]]></category>
		<category><![CDATA[oxígeno]]></category>

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		<description><![CDATA[<!--:es--> <!--:-->]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/barricas.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1452" title="barricas" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/barricas-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>A escolha da barrica é essencial para construir um grande vinho, e para isso é necessário conhecer os dois principais fenómenos que ocorrem durante o estágio do vinho.</p>
<p><span id="more-1444"></span></p>
<p>A saber:</p>
<ul>
<li>Oxidação das sustâncias      presentes no vinho devido à penetração de oxigénio.</li>
<li>Difusão de diferentes      elagitaninos da barrica nova.</li>
</ul>
<p>Outro dos parâmetros a ter em conta é a perda de vinho na barrica devido às condições de temperatura e humidade da adega, a qual varia entre 1% e 9%. A impregnação da madeira nova é maior durante os primeiros 40 dias após enchimento, o que faz com que a perda de vinho seja maior. Decorrido este tempo, a barrica já está totalmente impregnada e este tipo de perdas passam a ser mínimas. Portanto, a perda de vinho compreende dois fenómenos físicos principalmente:</p>
<ul>
<li>A impregnação      de vinho na estrutura da madeira.</li>
<li>A      evaporação na superfície devido às condições do ambiente.</li>
</ul>
<p>A capacidade oxidativa da barrica corresponde à quantidade de oxigénio que penetra no vinho, dividida pelo volume de vinho. Está demostrado que a semicircunferência superior do perímetro do fundo é a principal zona de evaporação da barrica.</p>
<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/barrica.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1449" title="barrica" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/barrica.jpg" alt="" width="379" height="379" /></a></p>
<p>A perda de vinho que ocorre durante o estágio determina a formação do vazio ou ciclo gasoso, isto é, o espaço superior da barrica. Portanto, a oxidação do vinho a nível da superfície ciclo gasoso/vinho é superior à difusão de oxigénio através da aduela.</p>
<p>Também é importante assinalar que a composição do ciclo gasoso da barrica é diferente em função do tipo de batoque, hermético ou não. No caso de um batoque de cristal, a penetração do oxigénio ocorre preferencialmente pelo batoque, de modo que a composição do ciclo gasoso é idêntica à composição do ar no ambiente. Portanto, os fenómenos de oxidação dependem da superfície de contacto ciclo gasoso/vinho, e este depende, por sua vez, da intensidade do consumo e da periodicidade dos atestos: quanto mais intenso for o consumo e mais espaçados os atestos, maior é a oxidação.</p>
<p>Quando trabalhamos com batoque de silicone, ou seja, batoque hermético, o consumo determina uma depressão no vazio. Moutounet demonstrou que a compensação desta depressão pode ocorrer através de diferentes mecanismos:</p>
<ul>
<li>Desgaseificação      do vinho: perda de CO<sub>2</sub> da fermentação.</li>
<li>Penetração      do ar através da madeira impregnada de vinho: aduelas/peças do fundo e      elementos de união.</li>
<li>Penetração      do ar através da madeira seca na parte que não está embebida com vinho      (parte ciclo gasoso).</li>
<li>Microdeformação      dos fundos.</li>
</ul>
<p>Nestes casos, a composição do ciclo gasoso é diferente do ar no ambiente. O ciclo gasoso empobrece-se em oxigénio já que é consumido pelo vinho e enriquecido em gás carbónico, devido à desgaseificação (Ribéreau-Gayon e Moutounet).</p>
<p>Moutounet também demostrou que a deformação do fundo compensa a depressão, pelo que apenas se forma vazio durante a semana seguinte ao atesto. Os atestos permitem diminuir o volume de vazio, e por conseguinte, a superfície de contacto vinho/ar. Não obstante, abrir a barrica equilibra a pressão e composição química do ar no interior e no exterior, o que favorece a penetração de oxigénio na barrica.</p>
<p>No entanto, existem muitas dúvidas quanto à entrada de oxigénio através da madeira. Existem investigações que asseguram que o oxigénio entra através da madeira seca, mais que pela madeira impregnada de vinho, já que a madeira seca é muito mais permeável que a madeira impregnada de vinho. Portanto, podemos assegurar que a oxidação do vinho ocorre das seguintes formas:</p>
<ul>
<li>Por intercâmbio do vazio/vinho.</li>
<li>Pela superfície da barrica (através      da madeira).</li>
<li>Pelas operações tecnológicas      (atestos, trasfegas).</li>
</ul>
<p>Resumindo, é importante conhecer e considerar todas estas noções na eleição da barrica adequada para o vinho que queremos construir. A zona superior da barrica junto ao batoque não é igual para todos os modelos, pelo que o vazio e a oxidação do vinho são diferentes em cada caso. Além disso, também existem outros parâmetros a considerar, dos quais falaremos num próximo post, como seja a extração de elagitaninos e de componentes aromáticos da madeira &#8211; não liberta o mesmo uma aduela de 22 que uma de 27 ou de 34 mm.</p>
<p>Comparação dos diferentes modelos para 3 cenários de oxidação:</p>
<div id="attachment_1451" class="wp-caption aligncenter" style="width: 485px"><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/tabla-seguin-moreau.jpg"><img class="size-full wp-image-1451" title="tabla seguin moreau" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/tabla-seguin-moreau.jpg" alt="" width="475" height="238" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: Seguin Moreau</p></div>
<p>Nesta tabela podemos verificar que não é tanta a oxidação através das aduelas entre uma barrica e outra (terceira coluna), enquanto a diferença é muito grande através do vazio da barrica.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A textura do vinho</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2012/01/la-textura-del-vino-i/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 09:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iñaki Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enologia]]></category>
		<category><![CDATA[agresividad]]></category>
		<category><![CDATA[antocianos]]></category>
		<category><![CDATA[armonia]]></category>
		<category><![CDATA[polifenoles]]></category>
		<category><![CDATA[taninos]]></category>
		<category><![CDATA[textura]]></category>
		<category><![CDATA[vino]]></category>

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		<description><![CDATA[A nossa geração de enólogos perdeu o medo ao engarrafamento. Se nos anos 60 os enólogos tinham grandes problemas de estabilidade tartárica, proteica, etc., hoje essa problemática não existe. A problemática do enólogo atual é a textura do vinho, como conseguir vinhos harmoniosos, já que é isso que pede atualmente o consumidor. Como introdução a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/La-textura-del-vino.png"><img class="alignleft size-full wp-image-1430" title="La textura del vino" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/La-textura-del-vino.png" alt="" width="297" height="219" /></a>A nossa geração de enólogos perdeu o medo ao engarrafamento. Se nos anos 60 os enólogos tinham grandes problemas de estabilidade tartárica, proteica, etc., hoje essa problemática não existe. A problemática do enólogo atual é a textura do vinho, como conseguir vinhos harmoniosos, já que é isso que pede atualmente o consumidor.</p>
<p><span id="more-1429"></span></p>
<p>Como introdução a uma série de posts que faremos nas próximas semanas, queremos mencionar alguns conceitos de prova.</p>
<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/gelatinas.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1437" title="gelatinas" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/gelatinas.png" alt="" width="443" height="327" /></a></p>
<p>Os vinhos que os consumidores procuram são agradáveis, suaves e com elevado efeito prazenteiro (bem equilibrados). Os consumidores não sentem a qualidade em função da concentração em polifenóis do vinho mas em função do seu equilíbrio (harmonia). Desejam vinhos com volume, definitivamente, um sumo de vinho.</p>
<p>A textura do vinho é definida por: taninos, acidez, polissacáridos, carbónico e aromas. Os taninos participam na textura do vinho e devemos definir os itinerários tecnológicos que permitem modificar a textura como ferramenta para conseguir vinhos aceitáveis. A adstringência provocada pelos taninos provém da precipitação das proteínas da saliva com os taninos e da perceção do precipitado induzido. Este precipitado, que pudemos ver quando deitamos o vinho fora, dá sensações de aderência e granulometria.</p>
<p>Para minimizar a agressividade dos taninos, temos duas opções:</p>
<ol>
<li>Diminuir a quantidade de taninos      no vinho.</li>
<li>Adicionar outros componentes      que ajustem o equilíbrio.</li>
</ol>
<p>Neste post falaremos da primeira opção, deixando a segunda para o post seguinte.</p>
<p>Os resultados obtidos em provas realizadas pela AZ3 por toda a Espanha com a participação de 150 enólogos permitem-nos tirar as seguintes conclusões quanto à agressividade dos vinhos tintos.</p>
<p>AGRESSIVIDADE/TANINOS</p>
<p>A carga fenólica do vinho determina parte da sua agressividade, mas isto não é tudo num vinho tinto.</p>
<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/cata-de-tintos.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1431" title="cata de tintos" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/cata-de-tintos.png" alt="" width="442" height="327" /></a></p>
<p>No gráfico nº1 observamos que vinhos com quantidades inferiores de taninos podem ser mais agressivos que outros com quantidades muito superiores.</p>
<p>AGRESSIVIDADE / TIPO TÁNICO</p>
<p>No gráfico nº2 podemos ver claramente que a agressividade está mais relacionada com o estilo tánico do vinho, ou seja, os taninos verdes são mais agressivos que os taninos duros.</p>
<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/cata-de-tintos-2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1432" title="cata de tintos 2" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/cata-de-tintos-2.png" alt="" width="442" height="327" /></a></p>
<p>AGRESSIVIDADE RÁCIO TANINO/ANTOCIANA</p>
<p>O gráfico nº3 demonstra-nos que o rácio tanino/antociana também não explica por si só a agressividade dos vinhos. O perfil varietal também pode incidir na agressividade do vinho tinto.</p>
<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/cata-de-tintos-3.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-1433" title="cata de tintos 3" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/cata-de-tintos-3.png" alt="" width="442" height="327" /></a></p>
<p>De acordo com estas conclusões, hoje podemos escolher diferentes gelatinas que podem ajudar-nos a mascarar essa tanicidade, já que é agressiva para o consumidor final. Estas gelatinas podem mascarar o perfil vegetal ou realçar o perfil maduro do vinho. Neste sentido, é importante não acreditar em estereótipos. Em muitas situações, ouvimos dizer que para vinhos jovens deve-se utilizar gelatina e para vinhos mais caros ou de estágio, albumina. No entanto, os clarificantes devem ser escolhidos em função do estilo tánico do vinho, da reatividade dos taninos e não em função da sua idade. Podemos encontrar vinhos reserva com estilo tánico verde e vinhos jovens com taninos mais maduros e vice-versa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>2012: O ano em que a inovação ganhou à crise</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2012/01/2012-el-ano-en-el-que-la-innovacion-pudo-con-la-crisis/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 15:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Xabier Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enologia]]></category>
		<category><![CDATA[innovación]]></category>

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		<description><![CDATA[Se algo está a ficar claro para mim com tudo o que se passa relacionado com a crise é que mesmo os princípios que pareciam imutáveis quanto à forma de atuar e de entender o mundo mudaram. Antes podia ser suficiente resistir e esperar passar o temporal, mas parece que desta vez isso não vai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/FELIZ+2012.jpg"><img class="size-full wp-image-1409 alignleft" title="FELIZ+2012" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/FELIZ+2012.jpg" alt="" width="297" height="191" /></a>Se algo está a ficar claro para mim com tudo o que se passa relacionado com a crise é que mesmo os princípios que pareciam imutáveis quanto à forma de atuar e de entender o mundo mudaram. Antes podia ser suficiente resistir e esperar passar o temporal, mas parece que desta vez isso não vai ser suficiente. O ambiente evolui e nós devemos evoluir com ele, com dedicação e organização, mas sobretudo com <strong>inovação</strong>.</p>
<p><span id="more-1407"></span>Todos falam de inovação porque vivemos uma mudança de ciclo e adaptar-se rapidamente é ter mais possibilidades de sobreviver. Percebe-se que a chave está em reinventar-se sem olhar para trás e, de facto, todos estão a movimentar-se. No entanto, o discurso não acompanha a ação porque falar ou fazer não é o mesmo.</p>
<p>Por isso, a partir de agora, a inovação vai centrar todos os nossos esforços. É possível que tenhamos que nos mover em ambientes incertos, mas a inteligência coletiva, a cooperação e o compromisso de pessoas e grupos podem ajudar a reduzir a incerteza e a vertigem. Possivelmente a inovação não será a solução para tudo, mas inovação e conhecimento juntos proporcionam valor acrescentado e retorno empresarial.</p>
<p>A cadeia de valor na enologia está a transformar-se e nesta cadeia a inovação sobe lugares, apoiada por uma adequada gestão do conhecimento. A enologia e a viticultura do século XXI necessitam conjugar de uma maneira decidida ambos os aspetos.</p>
<p>Essa é a nossa aposta para 2012: apresentar e discutir novas tendências na investigação, pensadas para desenvolver um melhor produto, técnica ou serviço, para que realmente acrescentem valor ao vinho, à adega, e sobretudo, ao consumidor.</p>
<p>Pouco a pouco iremos desenvolver todos estes temas no Oenoblog, tal como até agora, com muito empenho e vontade de partilhar.</p>
<p>Até então, Feliz 2012.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>(Español) El Dominio de la Fermentación</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2011/10/el-dominio-de-la-fermentacion/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 10:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iñaki Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enologia]]></category>
		<category><![CDATA[ferementaçao]]></category>
		<category><![CDATA[fermentación]]></category>

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		<description><![CDATA[A fermentação é um processo fundamental na transformação do mosto em vinho, mas habitualmente é pouco controlada. Optimizar este processo tão importante implica dominar, conhecer e interpretar com precisão os seguintes parâmetros: A composição em azoto facilmente assimilável do mosto. Os nutrientes: dose, momento óptimo de aplicação, tipos (orgânico, inorgânico, complexos). O oxigénio: dose, momento… [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/33905435_1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1374" title="33905435_1" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/33905435_1-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a><strong>A fermentação é um processo fundamental na transformação do mosto em vinho</strong>, mas habitualmente é pouco controlada. Optimizar este processo tão importante implica dominar, conhecer e interpretar com precisão os seguintes parâmetros:</p>
<p><span id="more-1371"></span></p>
<ol>
<li>A      composição em azoto facilmente assimilável do mosto.</li>
<li>Os nutrientes:      dose, momento óptimo de aplicação, tipos (orgânico, inorgânico, complexos).</li>
<li>O oxigénio:      dose, momento…</li>
<li>A      temperatura.</li>
<li>A levedura:      níveis de exigência.</li>
</ol>
<p>Qualquer problema de fermentação, e por problema não deve entender-se unicamente uma paragem de fermentação, pode originar perdas aromáticas importantes, riscos de contaminações, etc. Em definitivo, pode impedir-nos de obter o resultado desejado.</p>
<p>Ainda que a fermentação alcoólica seja um fenómeno anaeróbio, sabemos que as leveduras necessitam de quantidades mínimas de oxigénio, assim como de microelementos, para sobreviver e resistir a altos graus alcoólicos. Por outro lado, os mostos têm muitas vezes carências e são necessários fornecimentos de nutrientes para assegurar a fermentação.</p>
<p>Trabalhos recentes demonstram que os doseamentos de oxigénio ou de azoto assimilável devem realizar-se em momentos chave da fermentação para assegurar uma cinética completa e regular, e que a falta de respeito por estas regras pode limitar o efeito pretendido e até provocar o efeito inverso. Resumindo: <strong>as paragens de fermentação são comuns por uma má gestão dos doseamentos de oxigénio e de nutrientes fundamentais para a levedura.</strong></p>
<p>Portanto, a gestão da temperatura, do oxigénio e do azoto são importantes para o bom progresso da fermentação e para a qualidade aromática do produto final. O controlo destes três parâmetros e de suas complexas interacções sugere um controlo automático e em linha das reacções da fermentação.</p>
<p><strong>O domínio da fermentação a nível industrial está a chegar.</strong> O uso conjunto de sensores de temperatura e de sensores de desprendimento de CO<sub>2 </sub>durante todo o ciclo fermentativo permite-nos detectar de maneira antecipada possíveis carências ou riscos de paragens ou de atrasos da fermentação, ou seja, permite-nos evitar perdas de qualidade. Ao mesmo tempo, podemos dosear automaticamente e no momento óptimo tanto o oxigénio como os nutrientes necessários para garantir uma fermentação perfeita.</p>
<div id="attachment_1372" class="wp-caption alignleft" style="width: 233px"><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/CAPTOR-CO2.jpg"><img class="size-medium wp-image-1372" title="CAPTOR CO2" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/CAPTOR-CO2-223x300.jpg" alt="" width="223" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">captor co2</p></div>
<div id="attachment_1373" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/CONEXIONES-DE-CAPTORES.jpg"><img class="size-medium wp-image-1373" title="CONEXIONES DE CAPTORES Co2" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/CONEXIONES-DE-CAPTORES-300x222.jpg" alt="" width="300" height="222" /></a><p class="wp-caption-text">CONEXIONES DE CAPTORES Co2</p></div>
<div id="attachment_1378" class="wp-caption alignleft" style="width: 291px"><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/grafico-de-temperatura.jpg"><img class="size-medium wp-image-1378" title="grafico de temperatura" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/grafico-de-temperatura-281x300.jpg" alt="" width="281" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Gráfico de temperatura</p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Como obter o máximo potencial de um vinho durante a fermentação</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2011/09/como-obtener-el-maximo-potencial-en-un-vino-durante-la-fermentacion/</link>
		<comments>http://www.oenoblog.info/pt/2011/09/como-obtener-el-maximo-potencial-en-un-vino-durante-la-fermentacion/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 11:24:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Xabier Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enologia]]></category>
		<category><![CDATA[fermentaçao]]></category>
		<category><![CDATA[levaduras]]></category>
		<category><![CDATA[vino]]></category>

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		<description><![CDATA[A enologia começa na vinha. A maturação da uva é um processo complexo no qual intervém a biossíntese, o transporte, o armazenamento e a transformação de diferentes elementos (Ollat, 2002). São compostos tão importantes como os açúcares e os ácidos orgânicos, mas também compostos secundários como fenóis e precursores de aromas que participam na qualidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/La_gran_ola.jpeg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1365" title="La_gran_ola" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/La_gran_ola-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>A enologia começa na vinha. A maturação da uva é um processo complexo no qual intervém a biossíntese, o transporte, o armazenamento e a transformação de diferentes elementos (Ollat, 2002). São compostos tão importantes como os açúcares e os ácidos orgânicos, mas também compostos secundários como fenóis e precursores de aromas que participam na qualidade da uva.</p>
<p><span id="more-1351"></span></p>
<p>Portanto, o trabalho na vinha e a intervenção posterior ajudam-nos a equilibrar a uva em função do estilo de vinho desejado. Mas uma vez vindimado o fruto, estes factores só poderão ser realçados na adega através da levedura e da nutrição mais adequadas para o estilo de vinho pretendido.</p>
<p>O metabolismo da levedura supõe uma quantidade importante de reacções bioquímicas, as quais podem alterar a secreção do produto final em quantidades muito diferentes, alterando o perfil sensorial do vinho. A levedura produz uma série de produtos secundários como ésteres, álcoois superiores, ésteres etílicos, ácidos gordos e outros como diacetilo, acetaldeído ou acetato de etilo, que moldam o aroma do vinho.</p>
<p>O aroma do vinho é actualmente um dos parâmetros mais importantes na hora de avaliar a qualidade. Pequenas variações nas quantidades aromáticas podem supor a obtenção de um vinho com todos os prémios do mundo ou então a obtenção de um vinho corrente.</p>
<p>Por este motivo, é importante ter algumas considerações no momento de utilização da levedura seleccionada.</p>
<p><strong>A rehidratação</strong></p>
<p>A <strong>rehidratação</strong> é um processo muito importante para a levedura, o qual consiste em estabelecer condições similares àquelas em que a levedura estava antes de ser desidratada. Só uma boa rehidratação pode assegurar as melhores condições para a levedura e realçar as suas características enológicas.</p>
<p>Quando se desidrata uma levedura no processo de fabrico, todo o equilíbrio da levedura e, principalmente, a membrana desorganizam-se. No momento da inoculação, as leveduras são sujeitas a um stress inevitável, pois devem adaptar-se ao novo meio.</p>
<p>O azoto, evidentemente, intervém em todos estes processos, ainda que indirectamente. Este elemento tão importante para o crescimento das leveduras condiciona o metabolismo destas numa ou noutra direcção.</p>
<p>A rehidratação pode ser realizada directamente em água, 10 litros de água para 1 kg de levedura, ou numa solução de mosto/água onde a concentração em açúcar não ultrapasse os 5% (aprox. 1/3 de mosto e 2/3 de água).</p>
<p>O mosto não deve conter sulfuroso ou resíduos de pesticidas. O sulfuroso pode ser letal para as leveduras, mas uma vez rehidratadas em água pura, podem resistir ao sulfuroso. Esta rehidratação deve fazer-se entre 30-35ºC durante 20 minutos e não exceder os 30 minutos.</p>
<p>Decorrido este período podemos adicionar a levedura rehidratada ao mosto. No caso de mosto a baixa temperatura, é recomendável ir adicionando porções de mosto frio à rehidratação da levedura, com o objectivo de não provocar uma descida de temperatura superior a 5ºC. E manter cada adição de mosto por um período de 20 minutos.</p>
<p><strong>Inoculação da levedura no mosto</strong></p>
<p>Se queremos manter as características da levedura, seria recomendável não inocular as leveduras rehidratadas e previamente adaptadas à temperatura do mosto abaixo de 15ºC, e, de qualquer maneira, nunca abaixo de 10ºC.</p>
<p>Podemos controlar a cinética de fermentação mais tarde baixando ou subindo a temperatura, mas evitando os choques térmicos superiores a 5ºC, já que estas diferenças podem ser mortais para a levedura. Além disso, é importante recordar que diferenças de temperatura superiores a 3ºC modificam também o perfil aromático do futuro vinho.</p>
<p><strong>Nutrição</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong></p>
<div id="attachment_1356" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/importancia-del-vmax.png"><img class="size-medium wp-image-1356 " title="importancia del vmax" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/importancia-del-vmax-300x198.png" alt="" width="300" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">click para ampliar</p></div>
<p></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Manejo das leveduras</span>: Não é o mesmo inocular 10-15 g/hl que 20 g/hl porque o número de células varia. Uma dose de 20 g/hl doseia cerca de 5 milhões de células/ml. A levedura pode multiplicar-se sem nenhum tipo de stress cerca de 4 gerações, e o necessário para uma boa fermentação é ter 80 a 120 milhões de células/ml.</p>
<p>O bom início da fermentação é fundamental. O período de latência deve ser o mais curto possível para evitar possíveis contaminações de outro tipo de microorganismos. Isto não quer dizer que tenhamos problemas de fermentação, mas perda de intensidade da fruta no vinho. Devemos gerir bem estes parâmetros, já que não é lógico que o primeiro depósito necessite 48 horas para arrancar a fermentação e o depósito inoculado 3 dias mais tarde comece antes de 24 horas. Independentemente de que todo o vinho fique seco, isto significa que estamos a cometer algum erro. Como consequência, teremos perda aromática na elaboração do futuro vinho.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Temperatura</span>: É aconselhável que a temperatura no início da fermentação seja próxima de 15-18ºC. Se assim não for, dificilmente poderemos gerir bem a temperatura durante a fermentação com as camisas. Um desvio de 3ºC na fermentação pode resultar num desvio aromático do vinho, perdendo a tipicidade inicial da uva.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Oxigénio</span>: Fornecer o oxigénio à levedura na fermentação no momento que coincide com o Vmax favorece a assimilação de esteróis pela levedura e reforça a membrana, tornando-a mais resistente à toxicidade do álcool e garantindo-nos um final feliz da fermentação. Além disso, o oxigénio também favorece uma melhor assimilação dos aminoácidos pela levedura, ou seja, favorece uma maior concentração de compostos aromáticos. Há que ter cuidado ao fornecer oxigénio no início ou no fim da fermentação, porque este pode alimentar outro tipo de microorganismos, e portanto, causar desvios aromáticos.</p>
<p>Recordemos que o mínimo de NFA (Azoto Facilmente Assimilável) necessário para o início de uma boa fermentação é de 150 mg/l e, se assim não for, não teremos uma boa multiplicação da levedura. No entanto, o cálculo realmente necessário que devemos fazer é de <strong>0,8 mg de azoto por cada grama de açúcar</strong>. É importante fazer este cálculo antes do início da fermentação, para calcular assim a necessidade total do doseamento de azoto para o total da fermentação.</p>
<p>Nunca se deve iniciar a fermentação com mais de 150 mg/l de azoto assimilável. No caso do mosto necessitar de maior quantidade da prevista na análise inicial, devemos adicioná-lo imediatamente depois do oxigénio, quando a densidade baixar 40 pontos.</p>
<p>No início deve-se adicionar sempre nutriente inorgânico fosfato diamónico (DAP) e nutriente orgânico depois do oxigénio (produto rico em aminoácidos e esteróis) ou mistura de um complexo. Cuidado! Não adicionar nunca só fosfato diamónico depois do oxigénio.</p>
<div id="attachment_1357" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/Riesgo-de-contaminacion-muy-eevado.png"><img class="size-medium wp-image-1357 " title="Riesgo de contaminacion muy eevado" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/Riesgo-de-contaminacion-muy-eevado-300x158.png" alt="" width="300" height="158" /></a><p class="wp-caption-text">click para ampliar</p></div>
<div id="attachment_1358" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/comparacion-densidad-desprendimiento-de-co2-deposito-A.png"><img class="size-medium wp-image-1358 " title="comparacion densidad-desprendimiento de co2 deposito A" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/comparacion-densidad-desprendimiento-de-co2-deposito-A-300x192.png" alt="" width="300" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">click para ampliar</p></div>
<div id="attachment_1359" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/comparacion-densidad-desprendimiento-de-co2-B.png"><img class="size-medium wp-image-1359 " title="comparacion densidad-desprendimiento de co2 B" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/comparacion-densidad-desprendimiento-de-co2-B-300x182.png" alt="" width="300" height="182" /></a><p class="wp-caption-text">click para ampliar</p></div>
<p>Nestes gráficos podemos observar diferentes comportamentos de fermentação com a mesma levedura e a mesma dose. Observamos claramente até onde chega a velocidade máxima de fermentação, o Vmax. O Vmax indica-nos a quantidade máxima de carbónico no momento máximo de multiplicação da levedura, ou seja, a um maior desprendimento de carbónico, corresponde um maior número de células de levedura por mililitro.</p>
<p>Comparando com o gráfico seguinte, podemos ver até onde chega o Vmax nos depósitos A e B. Entre os depósitos existe uma diferença para o dobro no desprendimento de carbónico.</p>
<p>A única diferencia entre um depósito e o outro é a nutrição. O depósito A tem 70 mg/l de azoto assimilável e o depósito B tem 150 mg/l de azoto assimilável. <strong>Um mosto para início de fermentação nunca pode ter uma quantidade inferior a 150 mg/l</strong>.</p>
<div id="attachment_1362" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/comparacion-densidad-desprendimiento-de-co2-buena.png"><img class="size-medium wp-image-1362 " title="comparacion densidad-desprendimiento de co2 buena" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/comparacion-densidad-desprendimiento-de-co2-buena-300x197.png" alt="" width="300" height="197" /></a><p class="wp-caption-text">click para ampliar</p></div>
<p>Este gráfico é um exemplo de uma boa nutrição em cada momento conforme as necessidades iniciais do mosto, gerindo simultaneamente o oxigénio. São 5 mostos completamente iguais mas com uma gestão distinta da nutrição. A fermentação termina em diferentes dias, mas o mais importante é que aromaticamente são totalmente distintos: podemos encontrar vinhos sem fruta e vinhos com muita fruta.</p>
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		<title>Polifenóis, o cancro dos brancos</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2011/09/polifenoles-el-cancer-de-los-blancos/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 13:40:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iñaki Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enologia]]></category>
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		<description><![CDATA[A qualidade do mosto depende principalmente da qualidade da uva, a qual pode variar de um ano ao outro, de uma parcela a outra ou de uma variedade a outra. Ao mesmo tempo, além de uma boa uva, é importante obter o máximo potencial do mosto e não o perder devido a operações incorrectas dentro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/white-wine-glass_2-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-1341 alignleft" title="white-wine-glass_2-1" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/white-wine-glass_2-1-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>A qualidade do mosto depende principalmente da qualidade da uva, a qual pode variar de um ano ao outro, de uma parcela a outra ou de uma variedade a outra. Ao mesmo tempo, além de uma boa uva, é importante obter o máximo potencial do mosto e não o perder devido a operações incorrectas dentro da adega.</p>
<p>Neste sentido, um dos pontos críticos nos brancos é a prensagem. O nível de pressão exercido durante a prensagem não determina a qualidade do futuro vinho.</p>
<p><span id="more-1338"></span></p>
<p>Falamos sempre de mosto flor, de primeira prensa ou de última prensa. Ainda que os critérios utilizados para o fraccionamento dos mostos normalmente tenham em conta a pressão exercida para a sua extracção (200, 700 a 1000 ou 1900 milibares) ou o volume de mosto obtido, há que dizer que esses critérios não servem e que nenhum destes 2 parâmetros assegura uma separação de qualidade.</p>
<p>Por outro lado, a qualidade de um bom mosto branco, além de considerar os parâmetros clássicos (grau alcoólico, pH e acidez) deve considerar outros parâmetros mais decisivos para um bom resultado organoléptico. Entre estes há que referir necessariamente os compostos fenólicos, os quais participam activamente na evolução oxidativa dos vinhos brancos e rosés, <strong>principalmente em zonas quentes</strong>, onde coincidem um elevado conteúdo em polifenóis e uma elevada extractibilidade dos mesmos.</p>
<p>No post anterior, <strong><a href="http://www.oenoblog.info/pt/2011/09/controles-de-madurez-de-precision/">Controlos de maturação de precisão</a></strong>,<strong> </strong><strong>já falamos do ângulo de cor da </strong>película para obter diferentes perfis aromáticos, neste momento referimo-nos aos polifenóis exclusivamente. Nas uvas brancas, tal como nas tintas, a proporção película/líquido também é importante. Controlar o tamanho das uvas é determinante para pré-determinar o perfil do futuro vinho. Permite-nos determinar se é conveniente a maceração pelicular ou não. Quando a maceração com as películas é contra-indicada, podemos substituí-la por uma maceração com borras a baixa temperatura antes de decantar.</p>
<p>Portanto, tendo em conta o que foi dito até agora, recomendamos determinar o índice de polifenóis totais em brancos durante o controlo de maturação, ou controlar a condutividade do mosto à saída da prensa. Desta maneira podemos fazer a separação dos mostos de um modo mais preciso.</p>
<p>Também recomendamos determinar a quantidade de ácidos hidroxicinâmicos e de taninos do mosto.</p>
<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/escaner-de-un-ciclo-de-prensado-prensa-cerrada.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1340" title="escaner de un ciclo de prensado, prensa cerrada" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/escaner-de-un-ciclo-de-prensado-prensa-cerrada-300x210.png" alt="" width="300" height="210" /></a></p>
<p>Neste ciclo de prensagem podemos observar que inicialmente já começamos a trabalhar com um mosto elevado em IPT, mas, de qualquer maneira, a extracção de polifenóis continua a aumentar até aos 16 IPT.</p>
<p>Um bom vinho branco &lt;6 IPT ou 200 m/l de tanino, isto é, menos de 6 IPT ou de 200 ml por litro de tanino.</p>
<p>O melhor remédio para evitar este “cancro” é evitar a extracção destes compostos ajustando os ciclos de prensagem e fraccionando os mostos em função da extracção de polifenóis, e não deixar-se guiar por falsos mitos acerca das pressões.</p>
<p>Uma vez realizada uma boa separação dos mostos, para os mostos com elevado teor em polifenóis, seja flor ou prensa, a adição controlada de <strong>oxigénio </strong>sobre os mostos brancos não sulfitados diminui a carga fenólica dos vinhos, evitando desta maneira a oxidação posterior dos mesmos. Assim, uma vez tratados, melhoramos a estabilidade destes vinhos face à oxidação.</p>
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		<title>Controlos da maturação de precisão</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2011/09/controles-de-madurez-de-precision/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 12:50:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iñaki Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vindima]]></category>
		<category><![CDATA[Viticultura]]></category>
		<category><![CDATA[maduración]]></category>
		<category><![CDATA[maturaçao]]></category>
		<category><![CDATA[total fruit]]></category>

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		<description><![CDATA[Na continuação do nosso post “Nunca é tarde se a vindima for boa” e atendendo às exigências dos mercados sobre o conceito “Total Fruit”, gostaríamos de fazer alguns comentários. Desde que existe a figura do enólogo que os controlos de maturação são uma prática habitual para determinar a data da vindima. Antigamente, as datas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/Angulo-de-color-en-blancos.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1327" title="Angulo de color en blancos" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/Angulo-de-color-en-blancos-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Na continuação do nosso post “<a href="http://www.oenoblog.info/pt/2011/07/nunca-es-tarde-si-la-vendimia-es-buena/" target="_blank">Nunca é tarde se a vindima for boa</a>” e atendendo às exigências dos mercados sobre o conceito “Total Fruit”, gostaríamos de fazer alguns comentários.</p>
<p>Desde que existe a figura do enólogo que os controlos de maturação são uma prática habitual para determinar a data da vindima. Antigamente, as datas de vindima eram marcadas conforme certas datas habituais, normalmente coincidentes com os santos padroeiros.</p>
<p>Mas os tempos mudaram, e hoje o objectivo dos controlos de maturação deve ser algo mais que o controlo da maturação industrial. Estes controlos devem-nos permitir definir com precisão o estilo de vinho que vamos obter com as uvas das parcelas a analisar.</p>
<p>Por isso devemos pensar em indicadores que nos permitam definir com precisão mais que a análise química da uva, as qualidades que vai ter o vinho procedente dessa uva.</p>
<p><span id="more-1315"></span></p>
<p>Durante estes últimos anos, avançou-se muito nas técnicas analíticas, principalmente em instrumentos que permitem fazer grandes quantidades de análises em pouco tempo e com pouco pessoas, como os instrumentos de infravermelhos, enzimáticos, etc. Mas avançou-se muito pouco na busca de novos e importantes marcadores que determinem as qualidades organolépticas do futuro vinho.</p>
<p>Sendo indicadores importantes o grau alcoólico, o pH ou a acidez total, o IPT ou as antocianas, devemos encontrar outra metodologia que nos oriente de forma industrial e fiável no potencial da uva que temos em cada parcela.</p>
<p>Podemos pensar que algum enólogo pode dizer que basta-lhe observar a vinha e provar as uvas para intuir o estilo de vinho que vai obter, mas isto só permite elaborar uma pequena quantidade de parcelas, quando a Península Ibérica tem a maior extensão de vinha do mundo.</p>
<p>Os controlos de maturação devem começar logo que acabe a fase do pintor. Inicialmente uma vez por semana e, mais tarde quando nos aproximamos da vindima, duas vezes por semana.</p>
<p>Estes controlos devem permitir-nos conhecer de uma forma integrada:</p>
<p>-        O vigor da vinha através de dados como o azoto assimilável, o volume do bago.</p>
<p>-        O grau Baumé deve ser integrado no conceito de carga em açúcar por dia. O importante não é o grau Baumé que tem a uva, o importante é conhecer a quantidade de açúcar que entra no bago por dia. O grau Baumé pode aumentar por evaporação (passificação do bago). Devemos conhecer se o grau aumenta por fotossíntese da planta ou devido a evaporação. Os resultados organolépticos são muito distintos, ainda que em ambos os casos alcancemos o mesmo grau.</p>
<p>-        A cor da película nos brancos. Definir o ângulo de cor preciso para cada estilo aromático.</p>
<p>-        Conhecer com precisão em cada zona para cada variedade qual é o período entre a maturação fisiológica e a maturação fenólica. Este parâmetro permite-nos vindimar com precisão no momento de fruta vegetal, fresca ou madura. Estes períodos não são iguais para um Tempranillo, um Merlot ou um Monastrell.</p>
<p>Portanto, se o objectivo é satisfazer as exigências do mercado actual “Total Fruit”, devemos esquecer conceitos clássicos como os santos do município, devemos integrar os dados analíticos na <strong>fisiologia da uva</strong>, e principalmente, não devemos deixar todas as nossas expectativas na levedura ou numa coinoculação que faça milagres. A fruta não está na levedura ou na bactéria, estes microorganismos só podem ajudar-nos a desenvolver o melhor potencial das uvas, mas se as uvas não tiverem potencial, não haverá resultados.</p>
<p>Bons controlos a todos.</p>
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		<title>Os loucos do vinho</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2011/07/%c2%bflocos-o-genios/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 09:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iñaki Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enologia]]></category>
		<category><![CDATA[Viticultura]]></category>
		<category><![CDATA[el pais semanal]]></category>
		<category><![CDATA[locos]]></category>
		<category><![CDATA[vino]]></category>

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		<description><![CDATA[Certamente já leram o artigo no EL PAIS SEMANAL Los locos del vino. Se ainda nãoo fizeram, não deixem de o fazer. Pessoalmente, pareceu-me um trabalho admirável naforma e conteúdo e, por isso, antes de mais quero felicitar e agradecer a Jesús Rodríguezo seu trabalho jornalístico. Devo dizer que conheço todos os entrevistados e partilho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/los-locos-del-vino.jpeg"><img class="alignleft size-full wp-image-1310" title="los locos del vino" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/los-locos-del-vino.jpeg" alt="" width="340" height="200" /></a>Certamente já leram o artigo no EL PAIS SEMANAL <a href="http://www.elpais.com/articulo/portada/locos/vino/elpepusoceps/20110710elpepspor_9/Tes" target="_blank">Los locos del vino</a>. Se ainda nãoo fizeram, não deixem de o fazer. Pessoalmente, pareceu-me um trabalho admirável naforma e conteúdo e, por isso, antes de mais quero felicitar e agradecer a Jesús Rodríguezo seu trabalho jornalístico.</p>
<p><span id="more-1303"></span></p>
<p>Devo dizer que conheço todos os entrevistados e partilho praticamente a totalidade da suafilosofia e forma de entender a viticultura. São especialistas e excelentes profissionais, egostaria de destacar alguns aspectos que os levaram a esta posição:</p>
<ul>
<li>conhecem bem a vinha</li>
<li>sabem perfeitamente qual é o estilo de vinho que pretendem fazer</li>
<li>e, principalmente, sabem muito bem quais são as qualidades que a uva precisa ter para fazer os vinhos que pretendem.</li>
</ul>
<p>Estou certo que o seu esforço e dedicação, tanto na vinha como na adega, assim como aparte comercial, estão a dar frutos e reconhecimento a nível internacional. No entanto, estes vinhos representam uma percentagem muito pequena da viticultura espanhola. O resto das uvas que podemos encontrar, elaborados em cooperativas de todaa península ibérica (Espanha-Portugal), provavelmente não atingem todas as expectativasque o mercado exige, e este é um dos motivos pelo que o consumo baixa de maneira considerável, principalmente em Espanha: passamos dos xxx L/pessoa a 19 L/pessoa.</p>
<p>O ideal seria poder fazer a grande escala o que estes loucos fazem a pequena escala, e assim poder dar saída a tantos e tantos agricultores e adegas. Isto é possível? É possível produzir a escala industrial vinhos semelhantes aos que são citados no artigo do EL PAÍS SEMANAL?</p>
<p>A resposta é sim, é possível produzir vinho de autor a escala industrial.</p>
<p>Para isso é necessário considerar dois grupos de questões:</p>
<ul>
<li>parametrizar o conhecimento destes &#8220;loucos&#8221; (não seria melhor dizer sábios?) na vinha e na adega</li>
<li>gerir de maneira integral e coerente todas as etapas do processo: vinha, extracção,fermentação, estágio, engarrafamento, etc.</li>
</ul>
<p>Trata-se de elaborar &#8220;sumos de vinho&#8221;, isto é, vinhos com muita fruta, com gordura, redondos, harmoniosos, longos e persistentes; vinhos para agradar, vinhos para desfrutar, vinhos que façam os consumidores repetirem o copo.</p>
<p>Esse é o nosso trabalho e devemos fazê-lo bem.</p>
<p><a href="http://www.oenoblog.info/pt/2011/07/%c2%bflocos-o-genios/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>O Glutatião, um amigo fiel da fruta</title>
		<link>http://www.oenoblog.info/pt/2011/07/el-glutation-amigo-fiel-de-la-fruta/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 11:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Xabier Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enologia]]></category>
		<category><![CDATA[Estágio]]></category>
		<category><![CDATA[Vindima]]></category>
		<category><![CDATA[fruta]]></category>
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		<category><![CDATA[vinho]]></category>
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		<description><![CDATA[Os benefícios do glutatião para a saúde humana foram já demonstrados, mas este antioxidante natural tem também virtudes interessantes em Enologia. O glutatião (GSH) é um tripéptido composto por três aminoácidos: o glutamato, a cisteína e a glicina. É um dos antioxidantes naturais próprios da uva e a sua concentração aumenta com a actividade enzimática [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[</p>
<p></em><em><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/images1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1293" title="glutation" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/images1.jpg" alt="" width="192" height="192" /></a>Os benefícios do glutatião para a saúde humana foram já demonstrados, mas este antioxidante natural tem também virtudes interessantes em Enologia. </em></p>
<p><em><span id="more-1291"></span>O glutatião (GSH) é um tripéptido composto por três aminoácidos: o glutamato, a cisteína e a glicina. É um dos antioxidantes naturais próprios da uva e a sua concentração aumenta com a actividade enzimática glutatião-sintetase durante o processo de maturação do bago, além de existir uma correlação positiva entre a concentração do glutatião e o teor em azoto assimilável na uva. Mas não ocorre o mesmo com o cobre, já que adições deste próximo da vindima favorecem a precipitação do glutatião.</p>
<p>O glutatião existe de forma natural no mosto e a sua concentração pode variar, dependendo da casta, dos trabalhos na vinha, assim como da zona de cultivo, de pequenas concentrações até concentrações de 50 mg/l.</p>
<p>A evolução do glutatião durante a elaboração do vinho depende de muitos factores, mas um dos mais importantes é o estado oxido/redução do mosto. Durante o desengace-esmagamento e a prensagem da uva o oxigénio contacta com o mosto activando a actividade enzimática da polifenol oxidase (PPO) ou da lacase, no caso de ser uva afectada por Botrytis. Esta actividade enzimática com baixas doses de sulfuroso e na presença de oxigénio pode oxidar rapidamente os compostos fenólicos presentes no mosto. Um dos principais compostos fenólicos no mosto branco é o ácido cafeico, o qual é rapidamente oxidado pela actividade PPO ou da lacase, formando a quinona correspondente, e causando como consequência o futuro escurecimento do vinho. O glutatião actua sobre estas quinonas evitando a sua oxidação ao criar uma reacção conhecida como Grape Reaction Product (GRP), sempre que o teor inicial do mosto em glutatião for elevado.</p>
<p><em><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/realidad.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1296" title="realidad" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/realidad.jpg" alt="" width="383" height="288" /></a></em></p>
<p>No início da fermentação alcoólica, durante a fase de multiplicação das leveduras, o glutatião desaparece quase por completo e aumenta novamente no final da fermentação. Esta variação deve-se ao facto do glutatião ser assimilado pela levedura no início da fermentação e libertado no fim, sendo a libertação do glutatião tanto maior quanto melhor for a nutrição inicial do mosto e durante a fermentação. O conteúdo em glutatião aumenta também durante o primeiro mês de estágio sobre borras. Os vinhos sobre borras são mais ricos em glutatião que os vinhos conservados sem borras.</p>
<p>Assegurar uma boa nutrição azotada da vinha, limitar a extracção de compostos fenólicos, proteger o mosto da oxidação, esperar uma fermentação alcoólica rápida, evitar o oxigénio dissolvido durante o estágio são factores importantes para aumentar o teor em glutatião.</p>
<p>Por outro lado, antes de engarrafar o vinho, tendo por objectivo preservar ao máximo os seus compostos aromáticos, além de se considerar os parâmetros habituais como a ausência de oxigénio e de fenóis ou o doseamento de sulfuroso, é importante ter um teor de 10 mg/l de glutatião.</p>
<p><em><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/vinificacion.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1297" title="vinificacion" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/vinificacion.jpg" alt="" width="426" height="319" /></a></em></p></p>
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		<title>Nunca é tarde se a vindima for boa</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 14:52:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Iñaki Kamio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vindima]]></category>
		<category><![CDATA[Viticultura]]></category>
		<category><![CDATA[vindimia]]></category>
		<category><![CDATA[vinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Um ano mais, uma vindima mais, mas tudo se move ao nosso redor. Os mercados tornaram-se exigentes e não basta que os vinhos sejam bons: têm que ser excelentes e têm que ser recomendados boca a boca entre os usuários da internet, num mercado que já é global. Os vinhos devem ser construídos tendo por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/vendimia-garlic-scissors.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1277" title="vendimia-garlic-scissors" src="http://www.oenoblog.info/wp-content/uploads/vendimia-garlic-scissors.jpg" alt="" width="299" height="238" /></a></em><em>Um ano mais, uma vindima mais, mas tudo se move ao nosso redor. Os mercados tornaram-se exigentes e não basta que os vinhos sejam bons: têm que ser excelentes e têm que ser recomendados boca a boca entre os usuários da internet, num mercado que já é global.</em></p>
<p><span id="more-1269"></span></p>
<p>Os vinhos devem ser construídos tendo por base o carácter frutado. Não basta dizer: “Que fruta tem este vinho!”, mas devemos elaborar sumos de vinho, com intensidade aromática, harmoniosos, maduros e persistentes.</p>
<p>A primeira questão que nos devemos colocar é:</p>
<p>O meu vinho responde ao que o mercado exige actualmente?</p>
<p>A segunda pergunta deve ser:</p>
<p>Qual é a estratégia da adega para esta vindima?</p>
<p>Uma parte da crise das adegas é devida à crise financeira que atravessa o mundo, mas a crise vitivinícola é anterior, e parte desta crise deve-se a enólogos e empresários do sector que não correm riscos, que não inovam. No entanto, nem todos sofrem a crise com a mesma intensidade e nem todos a resolvem do mesmo modo.</p>
<p>2011 pode ser o ponto de viragem na tua adega. Para que isso seja possível, sugerimos que consideres os seguintes aspectos:</p>
<p>Aproveita todo o potencial que tem a uva à entrada da adega.</p>
<p>Maximiza a tua atenção em cada parte do processo: maturação, recepção, extracção, fermentação, estágio e engarrafamento. Analisa os objectivos e a realidade em cada ponto, e certamente poderás responder ao que pede o mercado.</p>
<p>Em qualquer caso, nós estamos aqui para te ajudarmos a definir e a construir o teu vinho.</p>
<p>Vens?</p>
<div style="width:425px" id="__ss_8520871"> <strong style="display:block;margin:12px 0 4px"><a href="http://www.slideshare.net/AZ3Oeno/az3-oeno-vendimia" title="AZ3 Oeno vendimia" target="_blank">AZ3 Oeno vendimia</a></strong> <iframe src="http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/8520871" width="425" height="355" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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